Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
publicado por Miguel Morgado em 29 Jul 2009, às 11:23

«Guterres foi o campeão da engorda do monstro»

 

«Os piores momentos: Existem dois grandes períodos, nos últimos 23 anos, em que as despesas de funcionamento cresceram mais. O primeiro é de 1990 a 1992 e é uma consequência da implementação do novo sistema retributivo na função pública: os salários subiram, mas os trabalhadores não. O segundo, de 1996 a 2002, relaciona-se com o número de funcionários públicos que entraram para o sector. Esta fase coincide com os mandatos de Guterres. Durante estes seis anos foram admitidos 2,256 funcionários públicos por ano.»

«Crescimento Médio: em termos reais, isto é, descontando a inflação, nos vários períodos políticos, cheguei à conclusão que o campeão da engorda do "Monstro" foi António Guterres. Em seguida vêm os dez anos do Professor Cavaco Silva. Depois a actual legislatura, do primeiro--ministro José Sócrates e, por último, o período de 2002 a 2004, que pode ser considerado o melhor momento da despesa do Estado. Ora, isto é precisamente o contrário do que o estudo do Dr. Ricardo Reis sustenta.»

 

No jornal i


6 comentários:
De Ricardo Ferreira a 29 de Julho de 2009 às 11:56
Sinceramente, emtre um estudo feito por um Professor de uma Universidade Norte-Americana e umas declarações de um deputado do PSD, acho que estou ligeiramente indeciso...

O mais preocupante,é que estes bloguers que critcam o seguidismo e os tachistas do Simplex, acabam por fazer uma figura bastante pior...


De João Neto a 29 de Julho de 2009 às 12:33
Ricardo, não olha para a questão do ponto de vista do local onde cada um dá aulas ou trabalha...se formos por esse caminho, encontramos professores nos Estados Unidos uau !) com conclusões para todos os gostos.

Faça assim (é uma sugestão de quem não dá aulas numa Universidade Americana mas, por favor, não se sinta constrangido): leia os 2 textos, pense no que leu e assim poderá pronunciar-se sobre a sua substância. Não o fazer poderá, parece-me, ser considerado algo provinciano.


De Miguel Morgado a 29 de Julho de 2009 às 14:03
Ricardo Ferreira, o seu critério de avaliação das opiniões é do mais conformista e "seguidista" que se pode imaginar. Deixe-me dizer-lhe que numa boa universidade americana o seu critério seria imediatamente repudiado. O que diz é um bom sintoma do paroquialismo português.


De Maria João Marques a 29 de Julho de 2009 às 14:11
Para não dizer que eu fui aluna de Miguel Frasquilho numa universidade portuguesa que costuma ser a única que aparece nos rankings internacionais de business schools. Isto só para descansar um bocadinho quem avalia os outros pelos títulos académicos, sintoma da saloiíce nacional.


De José Barros a 29 de Julho de 2009 às 14:30
, emtre um estudo feito por um Professor de uma Universidade Norte-Americana e umas declarações de um deputado do PSD, acho que estou ligeiramente indeciso... - Ricardo Ferreira

Se o professor da universidade norte-americana disser ao Ricardo Ferreira para saltar da ponte, ele salta. Basta que o diga em linguagem económica para que o Ricardo Ferreira ignore as consequências potencialmente mortais da sugestão e se atenha à autoridade que emana do autor da mesma. Como diz o ditado: com papas e bolos se engana os tolos, não é?


De Ricardo Ferreira a 30 de Julho de 2009 às 01:06
Quando convém, enaltecem-se as qualidades académicas de alguém...

Quando não convém, desvaloriza-se todo e qualquer título académico, chegando mesmo a apelidar a saloiíce, que muitos já seguiram em certas alturas da vida.

Essa tática é utilizada até pelos revisionistas do Holocausto que citam muitas vezes historiadores de alguma Universidades conhecidas...

Os vossos comentários podem ser dirigidos a mim e com alguma razão, mas também encaixam perfeitamente em vocês.

Mas lá está. Quando convém... os académicos são os supra-sumos, quando não convém, são desvalorizados.

Eu mantenho a teoria... entre um académico independente e um deputado que enalteceu a gestão de Lisboa por Pedro Santana Lopes, gestão essa que foi reprovada e criticada pelo Tribunal de Contas, acho que a decisão é muito fácil.

Continuem com o folclore dos tacheiros, dos socráticos...


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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