Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 29 Jul 2009, às 12:00

Os socialistas falam muito da acção que o país precisa para superar a recessão económica. Limitam-se, no entanto, à acção do governo, às medidas a sair do Terreiro do Paço ou a serem aprovadas em Conselho de Ministros. Iniciativas governamentais e tão só. Sucede que o país não é apenas o governo; o país são os milhões de pessoas que vivem nele. O país somos nós. E se há alguém que pode salvar a nossa economia, impedir a bancarrota do estado, criar postos de trabalho, produzir riqueza e distribui-la da melhor forma, esse alguém somos nós: Os cidadãos que vivem o seu dia a dia em Portugal.

É esta acção dos portugueses que o PS nunca recorda e que convém ter em mente. Única e exclusivamente porque o país é maior do que sonham as suas crenças no estado socialista. É maior, tem mais pessoas, é mais diversificado, mais rico que as ideias surgidas nos gabinetes do Largo do Rato. Apesar de darem a entender o contrário, nunca, jamais os socialistas referem a acção individual que milhões de portugueses levam diariamente a cabo. Nessa, os socialistas não acreditam. Nela, não crêem.

Para o PS, acção reduz-se à do poder central. Ao planeamento a régua e esquadro. Talvez por isso sintam a necessidade de um líder carismático, com imensos projectos e muitos planos. Possivelmente por essa razão acreditam que a distribuição de computadores e a ligação à internet mude as mentalidades e as pessoas. Porventura, por esse motivo, fazem tanta prova de fé nos seus argumentos e qualquer dúvida levantada contra essa convicção é imediatamente desvalorizada. Uma estranha atitude quando a história demonstra até à exaustão o fracasso das tendências centralizadoras. No fundo, o PS pouco acredita em quem governa. E é esta diferença que também se joga nestas eleições.

As legislativas de Setembro são as primeiras de muitas mais que irão assumir um carácter ideológico. Aquelas em que duas perspectivas de encarar a vida em sociedade se distinguem. E se confrontam. O percurso iniciou-se agora, mas atingirá o seu termo, sem revoluções nem sobressaltos, no longo prazo.
 


1 comentário:
De jeronimo a 29 de Julho de 2009 às 13:09
Uma análise um tudo nada maníqueista e consequentemente deturpada. Acho que nem hoje em dia o Ps renega o papel do Estado como catalizador da economia nem o Ps secundariza o papel da iniciativa privada. A diferenaç entre os dois tem que forçosamente ser feita na sua noção do papel do estado em situações concretas e perceptíveis. Como os investimentos públicos. E a privatização da CGD. E aqui parece-me que o PS está a ter um discurso mais claro, concorde-se ou não com ele. O PSD dá a ideia que ainda está a decidir qual o papel que entende para o Estado. É asssertivo a rejeitar mas pocuo claro ou consistente a afirmar.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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