Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 24 Set 2009, às 20:51

Ponto prévio: é óbvio que há pessoas que não querem a avaliação. Tirando algumas que defendem essa posição por uma questão de princípio (por defenderem que o exercício de cargos públicos, por definição, não deve ser avaliado – incluindo aqui os deputados, os juízes, os médicos e os próprios membros do governo), estas são as pessoas que justificam a necessidade de uma avaliação séria. Para mim, confesso, a melhor avaliação seria a feita pelo mercado. À falta dessa, tem de se instituir a menos má.
No caso desta avaliação, há um «pecado original» que, mais simplex menos simplex, não foi resolvido: os professores avaliadores (os chamados titulares) foram nomeados com base numa série de critérios (nomeadamente idade e créditos obtidos através do exercício de cargos como direcções de turma, assentos nos órgãos de gestão das escolas, etc.), ficando a faltar o mais importante: a qualidade da leccionação e os seus conhecimentos técnico-científicos. É verdade, caro leitor: em Portugal os professores avaliadores das performances dos seus colegas não viram as suas próprias performances avaliadas. Isto é, um péssimo professor (no sentido «normal» do termo: professor que ensina mal, cujos alunos não apreendem matéria importante) pode estar capacitado para avaliar outros. Curioso, não é. Mas aguardem, que isto é apenas uma das pérolas dos grandes avanços reformistas na Educação.
 



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