Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
publicado por Maria João Marques em 24 Set 2009, às 19:42

E falhou em tudo. Na Saúde continuam centenas de milhar sem médico de família, o tempo médio de espera para consultas aumentou, vimos a saída em grandes números de médicos do SNS para os privados. Na Educação nem vale a pena descrever o folclore que foi a governação socialista, com uma permanente hostilização dos professores, com um modelo de avaliação mal feito, com testes de dificuldade reduzida para melhorar as notas e as estatísticas dos nossos alunos, com alunos a passarem de ano com negativas a quase todas as disciplinas, com a extinção da autoridade dos professores, com... Na Economia tivemos um ministro histriónico que inventou campanhas como as do Allgarve, a da West Coast da Europa (que seria Portugal), a de desportistas do atletismo desconhecidos no exterior para promoverem no estrangeiro as PMEs portuguesas, juntamente com ajudas (a.k.a. distribuição de dinheiro dos contribuintes) a empresas amigas e respeitosas. Nas Obras Públicas calhou-nos na sorte o ministro Jamé (muito querido neste blogue) que insistiu até ao insustentável na construção de um aeroporto que custaria 3 mil milhões de euros (fora derrapagens), convenientemente a opção mais cara, e que não poderia ser ampliado quando o tráfego o justificasse. Nas Finanças, supostamente um sucesso deste governo que já toda a gente percebeu ser um logro, não houve consolidação orçamental, mas apenas aumento de impostos que aumentassem as receitas e cobrissem a despesa pública crescente do governo. O plano tecnológico esgotou-se na entrega dos brinquedos (com software pleno de erros) Magalhães aos alunos. O desemprego já estava a aumentar antes da crise económica internacional. O número de empresas falidas cresceu. As empresas exportadoras conseguiram continuar a exportar devido a esmagamento das margens comerciais e não por aumentos de produtividade, contudo perderam quota de mercado no mercado externo. O controle do Estado sobre a nossa vida corrente aumentou: as nossas informações estão reunidas num único cartão, os automóveis têm chips, as polícias e os serviços de informação são mais dependentes dos governantes. Houve perseguições a funcionários públicos que proferiram piadas sobre o PM e polícias a visitarem sindicatos. A relação com a imprensa é o que se sabe.

 

É tudo isto que vai a votos no próximo Domingo. Ou se gostou e se pretende que continue ou não se gostou e então deve-se votar no único partido que pode dispensar José Sócrates do cargo de Primeiro-Ministro - o PSD.


4 comentários:
De Ana Marta a 24 de Setembro de 2009 às 20:28
Isso é tudinho verdade, sem tirar nem por. Mas também é verdade que Socrates vai ganhar, mesmo que seja sem grande folga, para regozijo de muitos barões do PSD. E logo a seguir virá a hecatombe dentro do PSD, com a cabeça de MFL a rolar e outra guerra intestina ainda pior do que a anterior, com ódios e vinganças em fulgor. Agradecei a Cavaco e aos barões PSD a mexicanização de Portugal! Tem sido uma óptima "ajudinha".


De Maria João Marques a 25 de Setembro de 2009 às 00:04
Ana, infelizmente não deixa de ter razão em alguns pontos.

Mas continuo a acreditar que o PSD vai ganhar; o sentimento anti-sócrates é muito vivo actualmente.


De jeronimo a 24 de Setembro de 2009 às 22:51
(...)tempo médio de espera para consultas
aumentou(...)
bastou-me ler esta. Vcs não aprendem mesmo. Acham que basta falar em nome da verdade e dizer mentiras para que as pessoas não se apercebam ? Ou então mistura falsidades, meias-verdades e uma outra verdade num caldo que se serve às pessoas, contando que não notem na qualidade do que lhes é servido e que se impressionem com a quantidade. Isto representa várias coisas: desonestidade intelectual, demagogia, pouplismo. Já votei Ps antes, Prd, Psd , Be, desta vez vou votar Ps, mas nunca votarei num partido que use este género de argumentos.


De Maria João Marques a 25 de Setembro de 2009 às 00:06
Jerónimo, deve estar a confundir com o tempo médio de espera para as cirurgias que, esse sim, diminuiu.

Em todo o caso, não se irrite tanto, que não é caso para isso. São só umas eleições e se nem o BE nem o PCP forem governo provavelmente teremos mais eleições no futuro.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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