Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 25 Set 2009, às 09:02

Continuo a esguichar água para o betume que a dona Educação tem na asquerosa face. Árdua tarefa, mas hei-de conseguir antes que chegue o dia de reflexão.
O modelo de gestão das escolas, ao qual pisquei o olho no post anterior, tem também muito que se lhe diga. Vamos a coisas concretas e preciosas: segundo a nova lei, é o director que nomeia os chefes de departamento que terão assento no Conselho Pedagógico. Imaginem – eu sei que é difícil este exercício, mas com tais produções, só a capacidade de abstracção nos pode salvas – que numa Universidade, era o reitor quem escolhia os membros do Conselho Científico (órgão análogo ao Conselho Pedagógico). Imaginem o quão estapafúrdio isso seria. É quase impossível, não é? Mas há mais, claro: o director, que até pode não ser professor (pode ser, inclusivamente, um gestor de empresas) ocupa por inerência ao cargo a presidência do Conselho Pedagógico. Vejam só: um tipo que até pode nunca ter estudado questões de Educação ou nunca ter sido professor é quem dirige o órgão em que se definem as principais linhas no que respeita aos métodos de ensino de cada escola. Caricato é pouco para esta «coisa».
Além disso, há que acrescentar algo ao post anterior. O director, por o ser, tem direito a participar no Conselho Geral da escola, sem que possa ter possibilidade de voto. Significa isto que quem está a ser fiscalizado está presente no acto da fiscalização, sendo que os fiscalizadores têm as suas carreiras dependentes do fiscalizado. Confusos? Todos ficámos.



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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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