Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 25 Set 2009, às 11:12

O PS e o Carlos Santos andaram a campanha toda a argumentar que o PSD queria "destruir" o SNS. Hoje, é lê-lo feliz e contente a defender o "cheque-dentista", que leva a que as crianças possam, com financiamento estatal, ter acesso a tratamentos em clínicas privadas.

 

O PSD, no seu programa para a Saúde, advoga que o país deve, em condições de igualdade de acesso, aproveitar a capacidade instalada - stock de competências e infraestruturas - nos sectores públicos, privado e social. Defende a liberdade de escolha, que na maioria das situações vai beneficiar sobretudo as unidades públicas mais competitivas. As propostas do PSD salvaguardam a oferta pública, mas sem nunca esquecer aquilo que é a prerrogativa constitucional, que se preocupa, não com o prestador, mas com o cidadão, o utente. Tudo isto, porém, para o Carlos Santos e para o PS, é crime de lesa-magestade. Já defender o financiamento público de tratamentos exclusivamente privados - criticando aquilo que o BE assume (em coerência, diga-se, de integração dos dentistas no SNS) - aproveitando a rede dentista existente - indo muito além daquilo que o PSD defende - faz todo o sentido.

 

A incoerência é total. Credibilidade, 0. É triste ver como há quem consiga argumentar tudo e o seu contrário, em função das conveniências.


1 comentário:
De Joaquim Amado Lopes a 25 de Setembro de 2009 às 14:05
O Carlos Santos é mais um dos "idiotas úteis" sem qualquer espírito crítico relativamente ao PS e que baseia tudo o que escreve no dogma "socretino":
Tudo o que o Partido Socretino faz é bom a menos que seja o Grande Líder a dizer que não é mas, nesses raríssimos casos, passa a ser bom porque o Grande Líder teve a humildade democrática para o reconhecer; tudo o que alguém - do PS ou não - diga de mal dos outros partidos é correcto e isento e comprova o escrito antes.

Num dos seus inúmeros posts no Simplex, o Carlos Santos afirmou que o Governo PS herdou um deficit superior a 6% do PIB. Como tomou posse em Março de 2005, esse deficit seria necessariamente o de 2004, que o INE afirma ter sido de 3,2%.
Perguntei-lhe a que ano se referia, qual era o valor exacto e onde eu poderia confirmá-lo.

Andou às voltas (falou numa auditoria que não disse onde se pode encontrar) e nunca respondeu directamente. E, apesar da evidência de ter escrito algo que não correspondia à verdade, nunca teve já não digo a humildade mas o senso comum de admitir que errou.
Um verdadeiro Simplex/"socretino", portanto.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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