Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
publicado por Pedro Picoito em 25 Set 2009, às 11:51

Pouco depois da derrota nas europeias, Sócrates veio penitenciar-se da falta de investimento do Governo na cultura.

Este é um dos problemas do ainda Primeiro-Ministro: nem sequer podemos confiar nos seus defeitos. Porque a verdade é que os socialistas gastaram muito em "cultura", mas quase sempre mal. 

O famigerado protocolo com o Hermitage, que trouxe à Ajuda algumas peças do museu russo durante três meses, custou 1,5 milhões de euros e foi bruscamente interrompido porque não havia dinheiro para mais (antes assim, mas podiam ter feito as continhas antes).

A cedência do melhor espaço do CCB à colecção Berardo, um péssimo negócio em que Sócrates desautorizou Isabel Pires de Lima e pôs o Estado de cócoras perante as ameaças do comendador, vai obrigar-nos a comprar a "doação" no futuro e já obrigou à transferência do Museu do Design para a antiga sede do BNU na Baixa (com as obras correspondentes). 

O Museu do Côa, um projecto que se arrasta desde o tempo de Guterres e é hoje uma obrigação de elementar justiça para com a região, demorou quase década e meia e muitas expectáveis derrapagens a ser construído, mas ainda não foi inaugurado porque ninguém se entende quanto ao modelo de gestão.

Até o Museu Mar da Língua, ou lá como querem chamar-lhe, um museu virtual sobre a língua portuguesa no mundo que não terá grandes encargos financeiros, acarretou o desmantelamento do Museu de Arte Popular, o último testemunho da Exposição do Mundo Português de 1940 ainda in situ, e o afastamento do seu acervo do olhar do público, não se sabe até quando, não sabe com que destino, não se sabe a que preço de conservação e reinstalação do espólio, mas sob protesto de um abaixo-assinado de setecentos académicos e agentes culturais.

Assim se trata o património no Portugal de Sócrates. Quem foi que disse que só a esquerda dá o devido valor à cultura?



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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