Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
publicado por Miguel Reis Cunha em 25 Set 2009, às 17:14

Nesta campanha eleitoral, ouviram-se muitas pessoas a queixar-se do sistema político, dos políticos e dos dois principais partidos. "É tudo a mesma coisa", "Vão para lá e fazem o mesmo", etc...são os habituais chavões, agravados, desta vez, pela consciência dos efeitos nocivos da maioria absoluta do PS.

No próximo domingo, estas pessoas ou pura e simplesmente não vão votar ou farão um voto de protesto, escolhendo PP, BE, CDU ou mesmo MEP ou outros pequenos partidos. Independentemente da justeza ou não dessas considerações populares relativamente ao PSD, parece-me a mim que, na próxima legislatura, ambos os partidos deverão, de uma vez por todas, avançar com a reforma do sistema político: A revisão do sistema eleitoral, a redução do número de deputados e a revisão do seu estatuto remuneratório, o incentivo a uma maior participação cívica dos eleitores e grupos da sociedade civil nas iniciativas legislativas, a possibilidade de voto electrónico como forma de atenuar a abstenção, os orçamentos participativos, a aprovação de leis mais rígidas de combate e prevenção da corrupção, a aprovação de um código de ética dos políticos, o reforço da independência dos meios de inspecção e fiscalização dos órgãos do Estado (Provedor de Justiça, Inspecção Geral da Administração do Território, Tribunal de Contas, etc.) a maior transparência na divulgação pública das contas do Estado, o acesso apenas com base em critérios de mérito aos cargos de chefia em órgãos do Estado que não impliquem confiança política, etc., etc.

Se o PS e o PSD não avançarem, o desinteresse, a abstenção e a falta de credibilidade do sistema público de governação aumentarão cada vez mais com consequências muito nefastas para a nossa jovem Democracia.



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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