Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 25 Set 2009, às 17:25

Hoje, numa ida ao Barreiro, notei que um dos cartazes do PS incluía o projecto da nova ponte sobre o Tejo. Era bonito, tudo feito a computador. Já sabem barreirenses, se votarem em nós, damos-vos uma ponte.
Claro que muita gente nem olha para os cartazes, quanto mais pensar no que representam. Mas, naquele autocarro e sem nada melhor para fazer, dei por mim a aperceber-me que aquilo que ali estava, aquele singelo cartaz, constituía um atroz atentado aos mais básicos princípios da democracia e do exercício da política. O que ali estava era uma compra de votos. Pior, como se já não fosse suficientemente má a compra de votos, aquela compra é feita com dinheiro dos contribuintes. Infantilizando os eleitores, o PS diz, por outras palavras «votem em nós, que assim recebem coisinhas boas».
Sem precisar de infantilizar tanto, o PS já fez isto antes com o Magalhães. País, proclamaram, a distribuição de Magalhães cessa até às eleições. Se nós ganharmos, continuam a recebê-los, se não ganharmos, nunca se sabe… podem ficar «a arder».
Eu sei que não estamos habituados a questionar a moralidade das campanhas eleitorais. Só nós sabemos o que já foi feito e dito em campanhas passadas e a vacina já é demasiado forte. Mas, ainda assim, é importante que se vejam estas subtis diferenças: um dos lados está a oferecer «coisas fixes» a todos: empresas, concelhos em particular, etc., em troca de votos; o outro lado está a oferecer um não favorecimento, um esforço para o bem comum, um projecto em que o Estado não privilegia ninguém, privilegiando, assim, todos.
São estas pequenas diferenças que têm de pesar dia 27 próximo. É sentido de Estado o que se pede no acto do voto. E agora me calo, que não quero atacar a tradição da reflexão.



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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