Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
publicado por M. Isabel Goulão em 25 Set 2009, às 19:45

 

 

 

Nesta parte da troço ferroviário, avança lentamente o comboio da fotografia, para mais tarde, já com linhas mais modernas, adquirir velocidade. Neste troço, as linhas são já antiquadas, mas têm vindo a cumprir o seu papel. É verdade que o betão novo é mais rápido, mas  faz mais estragos e até consta que vem aí mais do mesmo, com o pomposo  nome de grandes investimentos.

Num trajecto sinuoso junto ao rio, o comboio vai servindo pequenas estações e apeadeiros daquele interior que tão poucos conhecem. Para muitos, nem só os mais idosos, é o único meio de transporte que os une à capital, onde está quem lhes coordena os horários, os percursos e lhes regulamenta a vida.

Num país de escassos recursos mas muito deslumbramento, onde o a discussão sobre o CO2 é para académicos, em que as médias das velocidades rodoviárias são motivo de orgulho e a prática da cidadania é incipiente, este antigo meio de transporte (colectivo, cómodo, limpo) que serve todo o país tem sido ingloriamente esquecido e pouco valorizadas as suas linhas regionais.  Bem sei que os apeadeiros servem pouca gente, mas este post era sobre o quê, afinal? Velocidade não é certamente e a modernidade não é assim.


2 comentários:
De Anónimo a 26 de Setembro de 2009 às 19:45
Velocidade e modernidade é com certeza o que explica a ausência de Miguel Abrantes e João Coisas da fotografia dos membros do blogue Simplex num jantar anteontem com José Sócrates, publicada naquele blogue.

Tão modernos que não existem.

E há mais coisas que não existem, parece-me a mim


De M. Isabel Goulão a 27 de Setembro de 2009 às 00:22
São "trompe-l'oeil "
:)


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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