Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
publicado por Sofia Rocha em 28 Set 2009, às 22:48

O dia seguinte.

À tarde, li as notícias do processo da UE por défice excessivo.

À noite, ouço o Dr. Pedro Silva Pereira na Sic-notícias, a dizer exactamente o que disse nos últimos quatro anos e meio.

Com o dia a terminar, só posso dizer: Meus amigos, a minha luta de ontem é a minha luta de hoje.

Nem sequer posso dizer "Mutatis mutandis", é que não mudou nada.

A luta continua.


12 comentários:
De Amêijoa Fresca a 28 de Setembro de 2009 às 23:12
Com o défice a esburacar
a um ritmo impetuoso,
não há forma de estacar
este E(e)stado untuoso.

O monstro esfomeado
não pára de engrandecer,
este país branqueado
continua a ensandecer.

Com tanta trapalhada
na política orçamental,
a astúcia falhada
é deveras brutal.

Com descarada fantasia
adubada com arrogância,
são marcas da hipocrisia
coberta de extravagância.

Mais um falhanço
da política socialista,
pesado é o balanço
do desvario irrealista.

Epílogo

A prenda embrulhada
num papel vistoso,
em nome da trapalhada
de um país desditoso.

O monstro agradecido
pela prenda farfalhosa,
ficou deveras enternecido
por esta política maravilhosa.


De JPP a 29 de Setembro de 2009 às 01:46
Menina, tenha juízo e deixe tratar do assunto quem sabe, sim? Vá, regresse à sua Universidade de Verão...


De Carlos a 29 de Setembro de 2009 às 03:49
O JPP veio lembra com a sua arrogância o velho ditado:
Os cães ladram, mas a caravana passa.
Vamos ver por quamto tempo dura a alegria dos xuxas com esta vitória que nada tem de extraodinário.
Extraodinário foi o Sócrates não fazer o comício na sede do Rato por não estar lá ninguém...


De Trastamara a 29 de Setembro de 2009 às 07:21
Não tenho nada a ver com este blog, de qualquer forma segue a minha opinião de eleitor.

A campanha política foi bem conduzida, e aparentemente sem grandes falhas. Tal como no caso de uma equipa que joga bem, mas não vence. É verdade que se pode criticar a arbitragem, mas não creio que resida aí o problema.

Para quem está de fora e se limita a ser eleitor ocasional, o PSD nunca teve uma política bem definida, para além da sua origem, como alternativa aos partidos de filosofia socialista.
Quando o próprio PS abandona por completo essa linha de actuação, não se perceberia onde iria o PSD encontrar o seu espaço político.

Aquilo que passou... mas talvez apenas para uma franja pequena do eleitorado, foi um posicionamento liberal, regressando às origens políticas. Talvez tarde demais, só recentemente se deu seguimento a uma linha consistente de argumentação, em defesa da liberdade do cidadão, iniciada por Paulo Rangel, num discurso notável na Assembleia.

De facto, essa argumentação vinda pelo PSD foi novidade, e deixou de funcionar apenas a lógica de alternância de poder - entre o mesmo à esquerda, e o mesmo à direita.

Talvez não tenha passado toda a coerência dessa prevalência da liberdade, por confusão do liberalismo social-democrata, com o neo-liberalismo. Um neo-liberalismo que ficou demasiado colado ao PSD de Durão Barroso.
É preciso não esquecer que o neo-liberalismo está em crise, e o teve como paladino da sua purga em Portugal, o Nuno Melo. O CDS esteve bem na sua revisão posicional, e avançou ao ataque, antes de ser atacado.

O espaço natural e consistente do PSD será na defesa do espaço do cidadão, quando ele estiver sob ataque indiscriminado da política controleira do Estado. Este PS precisa de um Estado forte para exercer a sua pressão. Não é um Estado forte para protecção dos cidadãos, é um Estado forte para uso pessoal. É preciso ser assertivo na distinção entre a necessidade de regulação para assegurar justa concorrência, e a necessidade de constante intervenção estatal para marcar a uma presença de poder.

Essa mensagem deveria passar, na forma do PSD defensor do cidadão, contra o PS defensor do Estado.

O que ainda passa é o PSD defensor das empresas privadas (vá lá que passaram a PMEs) contra o Estado.

Ora, ao defender o cidadão, na sua liberdade, o PSD defende por inerência a sua iniciativa privada. Não apenas a iniciativa privada dos empresários, mas toda a iniciativa dos cidadãos, e as suas opções. Ao mesmo tempo, cumprindo a sua vertente social-democrata, resume a sua intervenção estatal aos aspectos de garante de um estado social protector e regulador.

Mais uma vez, as críticas têm que ser incisivas na falta de regulação estatal, que permite concorrência desleal (não apenas internamente, mas também externamente), seja ela com o Estado, ou entre privados.

Por outro lado, parece-me inútil, sem outro argumento, a necessidade de remeter à gestão privada o que é agora propriedade do Estado.
Há serviços estatais que funcionam razoavelmente bem, e cujos equivalentes no privado funcionam muito pior (saúde, ensino... especialmente ensino superior).

Ainda, é completamente estranho privatizar por completo sectores típicos de monopólio, como a REN, ou mesmo a EDP. Nesses casos, não há que ter medo de estar de acordo com o BE, já que de facto, a ausência de concorrência prejudica todas as PMEs e o próprio cidadão.

Há todo um espaço de defesa do cidadão, na sua liberdade de iniciativa e direitos, que me parecer ser um espaço de deserto político. De facto, a perspectiva política de poder visa normalmente restringir o cidadão e não defendê-lo, é por isso natural que a abstenção seja ainda o grande vencedor eleitoral.

Cumprimentos


De PLN a 29 de Setembro de 2009 às 10:41
JPP (Juntos pelo Povo), Está um bocadinho longe ds Calheta, não?
Quando tiver argumentos para rebater a Sofia Rocha pode voltar.


De Marta Albuquerque a 29 de Setembro de 2009 às 10:29
É hoje às 20.00 horas que essa figura menor que ocupa o Palácio de Belém, apresenta a sua demissão para saír do cargo com o mínimo de dignidade?


De José Peralta a 29 de Setembro de 2009 às 12:55
Marta Albuquerque

Isso também eu queria...
Mas pressinto e receio, que a figura menor e vazia, vá continuar a fazer campanha pelo PSD !


De Fernando Pedro a 29 de Setembro de 2009 às 12:19
A luta continua, mas o PSD tem de mudar radicalmente a sua forma de actuar politicamente, sob pena de se tornar insignificante. Diria de forma telegráfica o seguinte: Corte com o passado conhecido como o "Cavaquismo"; Uma nova classe dirigente qualificada, provinda dos sectores dinâmicos da sociedade civil (vulgo profissões liberais); voltar a ser um partido com dimensão e projecto nacional, rejeitando a lógica atomizada de um partido autárquico, promotor de pequenos interesses e escola fácil de actores desqualificados e sem profissão. Por último, uma alteração da orgânica estatutária, por forma a permitir uma maior intervenção politica dos militantes.


De Anónimo a 29 de Setembro de 2009 às 12:31
Se o PSD apoiar o cavaco nas próximas presidencias nunca mais voto psd





De A. Moura Pinto a 29 de Setembro de 2009 às 15:38
Maldito povo que se enganou, não foi?
Pois paciência! É a vida. A menos que acabemos com as eleições...
E o Silva Pereira chegou bem para quem nunca repete as mesmas coisas: o Pacheco. Este é muito diversificado porque, para tanto, lhe serve uma histérica imaginação. Ainda aqui é a vida. Há que aguentar, ou escolher a morte.


De horacio a 29 de Setembro de 2009 às 17:12
O PSD perdeu e o PS ganhou. Verdade insofismável.

Mas a luta continua. Eu acho que há condições favoráveis para continuar a batermo-nos pelas nossas ideias. As pessoas deram a vitória a Sócrates mas foi um voto sem convicção. Tipo "tapam o símbolo e fazem a cruz". Viu-se no domingo à noite a falta de alegria na rua, não houve caravanas de carros a apitar, não houve grandes demonstrações de entusiasmo. As pessoas depois de votarem PS são capazes de no dia seguinte falar mal de Sócrates.

Por mim acho que há sementes para fazer uma boa oposição e correr com este primeiro ministro assim o PSD faça o seu trabalho de casa. A matéria prima está lá.


De Maria Tuga a 30 de Setembro de 2009 às 12:26
Mas quem é que ainda acredita nestes políticos , que dizem uma coisa e a realidade é outra?
Sou funcionária publica e vejo no dia a dia o desfasamento que existe entre o blá,blá e os factos.
Que credibilidade merece quem afirma uma coisa, e depois faz outra? Para quê querer fazer passar a ideia de que tudo está a correr bem, tudo se vai resolver com determinação, etc , etc . A determinação é importante, mas torna-se patética quando percebemos que está desfasada da realidade. Será que estamos a caminhar para um país virtual?


Comentar post


Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
Vídeo da Semana
autores
posts recentes

Valeu a pena dizer "Jamai...

...

A luta continua.

Até amanhã camaradas

Post final

O novo PSD

"Obrigado Manuela", segui...

Saudações democráticas

Parabéns ao PS

No dia 27, vamos todos vo...

últ. comentários
O Sôtor Elisio Maia fala assim porque depende do a...
ótimo blog, parabéns...
Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
Caro amigo anónimo, de facto encontro alguma razão...
meu caro amigo, não duvido das suas competências.....
está completamente certa. Mais... o 12º é pior, po...
nao faz a minima ideia de como existem formandos a...
Esta afirmação de Platão devia estar melhor docume...
Escandalizam-me reflexões como as do artigo da Sra...
mais comentados
links
arquivos

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

subscrever feeds