Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 31 Jul 2009, às 10:51

A Sofia Loureiro dos Santos escreveu uma grande posta sobre o senhor Olim e sobre as suas ideias para o Instituto Português do Sangue.

Como é óbvio, e ao contrário do João Galamba, que nesta matéria está coberto de razão; a Sofia está do lado do senhor Olim. Os meninos que brincam com os outros meninos não podem dar sangue. Para isto apoia-se naquilo que algumas instituições estrangeiras dizem. Apoia-se, por exemplo, nas regras americanas (a América é conhecida por tratar bem os homossexuais, por isso há-de ser uma boa referência) que impedem um homem que tenha tido sexo com outro homem uma única vez nos últimos trinta anos de dar sangue. Repito, que isto mete medo: um homem que tenha tido sexo com outro homem nos últimos trinta anos não pode dar sangue. E a Sofia acha bem (pelo menos não acha mal e até usa aquilo para sustentar a sua ideia). Não vem escrito se é usado ou não preservativo. Nem interessa. É que está cientificamente provado que um homem que use preservativo, quando faz sexo com outro homem apanha tudo. Até engravida, vejam só.
O que mais me aborrece em tudo isto é que pessoas inteligentes como a Sofia se prestam ao trabalho de estar a defender o indefensável. O que tem de ser posto de parte nas transfusões de sangue não são grupos de risco, mas sim comportamentos de risco.
De qualquer modo, e já que estamos a falar do senhor Olim, transcrevo aqui uma consideração do mesmo sobre o carácter dos homossexuais (sim, os homossexuais têm um carácter comum): Mas há uma diferença [entre os heterossexuais e os homossexuais que são eliminados]. Estes são eliminados e aceitam, os homossexuais não. E dizem que é discriminação."

7 comentários:
De HAL_9000 a 31 de Julho de 2009 às 11:02
O problema é q a população homo tem uma tx HIV+ muito superior à população hetero, é isso que justifica a exclusão.

Não é só os EUA que exclui os homo, o Canadá, a Holanda, o UK, a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a Austrália e tantos outros também excluem.

O direito da população a ter acesso a uma transfusão de sangue o mais segura possivél, sobrepõe-se ao direito da população homo dar sangue.



De Daniel João Santos a 31 de Julho de 2009 às 11:13
Grandes argumentos prestados no outro blogue em defesa da causa.


De john a 31 de Julho de 2009 às 11:34
Tiago,

concordo com aquilo que o Tiago diz, e considero que esta polémica do IPS tem demasiado preconceito à mistura.

No entanto, tenho também a certeza de que isto irá mudar. E, infelizmente, tenho igualmente a certeza de que, mais dia menos dia, vai haver um homossexual impedido de doar sangue por motivos válidos e que irá acusar o IPS de o descriminar com base na orientação sexual.


De João Neto a 31 de Julho de 2009 às 12:52
A propósito do tema, aconselho o que o João Miranda escreveu no Blasfémias:

blasfemias.net/2009/07/31/a-excepcaozinha-e-que-e-importante/


De Mata-moscas a 31 de Julho de 2009 às 14:21
Aproveitem quem tem perspectivas idênticas.
http://mairdenuboske.blogspot.com/2009/07/simplex-testa-influencia.html


De Joaquim a 31 de Julho de 2009 às 14:23
E uma mulher que tenha tido sexo desprotegido com um homem que tenha tido sexo protegido com outro homem nos últimos 30 anos? Pode dar sangue?


De Sofia Loureiro dos Santos a 31 de Julho de 2009 às 23:17
Apesar de o Tiago Moreira Ramalho me considerar uma mulher inteligente, tenho que lhe confessar que não tenho inteligência suficiente para responder ao seu post . Apenas consigo dizer que a ciência, as evidências científicas e aquelas "instituições estrangeiras" que o Tiago Moreira Ramalho tão displicentemente reduz à sua insignificância (Conselho Europeu, European Blood Alliance EBA ), American Medical Association ) fazem parte de mais um dos meus deslumbramentos.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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