Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
publicado por João Gonçalves em 31 Jul 2009, às 18:08

«O PS confessou tudo esta semana: se o deixarem no governo, continuará a fazer o que tem feito. Até ver, esta contumácia não fez voltar atrás as personalidades e famílias da "esquerda" em migração para as listas de candidatos e apoiantes do PS. Entre si, José Sócrates e António Costa juntaram uma razoável colecção de escalpes numa área até agora indignada com o governo. Haverá quem veja aqui apenas "incoerência" e "venalidade". Mas há outras bases para esta mudança de camisolas. Os activistas podem argumentar que, ao enxertarem-se no PS, estão apenas a tentar que as suas causas dêem fruto: afinal, o aborto é hoje pago por todos os contribuintes graças a Sócrates, e não por causa de Louçã. Para o PS, num país sem a "guerra cultural" à americana, as causas da actual esquerda urbana têm custos baixos: o patrocínio das "minorias" não é a reforma agrária. Este esquerdismo satisfaz uma classe média que vota na "esquerda da esquerda" como quem dá para os peditórios: apenas para descarregar a consciência, e não para pôr em causa os fundamentos do seu poder e bem-estar. Chegará assim o casamento gay para dar ao voto no PS, apesar das "políticas neo-liberais", o mesmo efeito terapêutico do voto no BE? Ou será ainda preciso meter medo com o "regresso da direita"? Em tempo de transferências, o programa do PSD está a fazer muita falta ao PS.»

 

*Rui Ramos, Correio da Manhã


1 comentário:
De António Monteiro a 31 de Julho de 2009 às 18:30
De facto, o PSD como maior partido da oposição deve antecipar a apresentação do seu programa de governo, como pretendem que os portugueses adiram ao desconhecido, apenas pelas notas de impressa da lider, creio que tem de o fazer rapidamente, mas com um programa que seja exequível, realista e verdadeiro; sem esquecer que deve ser pormenorizado, já que o vosso rival de estimação apresentou muitas páginas de generalidades sem substância que não seja, mais do mesmo. Mas existe um adágio popular que diz, "vira o disco e toca o mesmo", daí a necessidade urgente de clarificar.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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