Domingo, 2 de Agosto de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 02 Ago 2009, às 15:50

Faz-me imensa comichão quando algumas pessoas colocam as suas convicções no campo do óbvio, do irrefutável, do inegável. É que o seguimento natural deste comportamento é simplesmente desrespeitar das formas mais extraordinárias as convicções alheias. Hugo Costa mostra que é desse tipo de gente num pequenino post que é apenas um título de um vídeo, por acaso sobre o aborto.

O Hugo Costa certamente acha o aborto uma coisa extraordinária. Eu li num blogue de apoio ao sim da altura que o resultado do referendo nos veio tirar do obscurantismo. Achei profundo. Profundamente estúpido. Não interessa que o aborto seja um problema ético que não é alvo de consenso em parte alguma do mundo, nem nos meios académicos mais avançados. Não interessa que outros possam ter convicções pessoais, exercendo o seu direito à livre expressão. Não. Nada disso interessa. Só interessa a politicazinha baixa, rasteira, nojenta. Só interessa o soundbyte e insinuar que o adversário é um retrógrado por oposição aos frescos e airosos modernaços. É triste o estado em que isto está.

5 comentários:
De Joaquim Amado Lopes a 2 de Agosto de 2009 às 16:02
Tiago, relax.
É o Simplex. A politicazinha baixa, rasteira e nojenta é assim tão surpreendente?


De Carlos Faria a 2 de Agosto de 2009 às 16:26
Confesso que apesar de ser muito progressista em termos de ideias, no aborto sempre tive alguma relutância. Concordo que aquele post é politicamente nojento e baixo em termos de tolerância para com as ideias e valores dos outros.
Já agora, um aspecto de tolerância aqui está no facto de haver links para blogs que pensam diferente, o que não se passa no simplex.
Todavia gostaria também de ver posts aqui mais pela positiva


De Anónimo a 2 de Agosto de 2009 às 17:43
Só para recordar


http://www.youtube.com/watch?v=Q805gD44PnY


De Mário Cruz a 3 de Agosto de 2009 às 13:35
Concordo em absoluto.

É impressionante ver como se misturam "alhos com bogalhos" na argumentação política. Tudo serve para se tentar arregimentar eleitores, sem olhar a meios. É óbvio que, como em tudo o que é feito à "trouche mouche", o tiro pode sair-lhes pela culatra.



De Lúcia Duarte a 3 de Agosto de 2009 às 16:03
"Só interessa a politicazinha baixa, rasteira, nojenta. Só interessa o soundbyte e insinuar que o adversário é um retrógrado por oposição aos frescos e airosos modernaços. É triste o estado em que isto está."

Caro Tiago Moreira Ramalho, sigo com interesse as discussões políticas entre os dois blogues que nasceram como consequência do combate político das próximas eleições.
Raramente vejo tratar com respeito intelectual um adversário político, neste blogue já li mensagens indignas de serem escritas no confronto político, tal como já li muita indignidade escrita no simplex . Há no combate político uma espécie de irracionalidade emocional que tanto espanta os apoiantes políticos quando confrontados com outras irracionalidades emocionais. Pelos vistos a irracionalidade emocional da populaça ignorante é indigna, a dos responsáveis pelo combate político é digna. Dualidades, incoerência de pensamento e, acima de tudo, diálogo a favor da polémica pela polémica e pouco de substantivo .
Obviamente que concordo consigo qto à liberdade de cada um considerar o que considerar acerca do aborto. Obviamente que como mulher acho que a decisão final cabe à mulher, quer seja legal ou não. Quer queira quer não o argumento gasto (bem sei) sobre as idas a Espanha ou vão de escada é, obviamente, digno de ser considerado, contudo haveria muito mais para dizer e nalguns pontos da argumentação certamente concordaria consigo.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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