Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
publicado por Maria João Marques em 24 Jul 2009, às 11:32

Pela minha parte, não quero que falte nada (excepto a vitória do PS) aos autores do Simplex, mesmo àqueles cuja identidade é discutível, até por verdadeira simpatia cristã para com um grupo de pessoas que se dedica com afã a defender este governo indefensável, tarefa que adivinho assaz espinhosa. As tags lá de cima são para irmos colocando os posts que ali se enquadram, como qualquer alminha suficientemente crítica para desconfiar de um novo governo PS percebe. Para quem se aflige com a ausência de Propostas, eu magnanimamente (e agradecendo a oportunidade) relembro as proposta de Manuela Ferreira Leite aquando da discussão do orçamento de Estado para 2009 (aquele que foi aprovado em Outubro, um mês depois da falência da Lehman Brothers e do consequente vendaval financeiro, numa altura em que o nosso governo dizia que cá não chegaria crise nenhuma, ora essa, para um mês e picos depois ter de correr a apresentar um orçamento rectificativo devido a 'alterações na conjuntura', naquilo que foi, sem dúvida, um dos momentos áureos, de entre tantos, de negação da realidade por este governo).

  • O PSD propõe que o Estado altere o seu procedimento quanto aos sistemáticos atrasos nos pagamentos às PME e que pague as suas dívidas às empresas;
  • Pagamento do IVA tendo referência o momento da emissão do recibo e não da factura;
  • Possibilidade da compensação de créditos entre o estado e as Empresas;
  • Eliminação do Pagamento Especial por Conta;
  • Descida em 2% da Taxa Social Única suportada pelas entidades patronais;
  • Garantir uma taxa de IRC de 10% durante 15 anos para investimentos realizados no interior e para jovens empresários;
  • Promoção de fusões e aquisições para salvaguardar postos de trabalho;
  • Reforçar os protocolos do estado com as IPSS e as Misericórdias;
  • Concentração num único portal, de todas as informações sobre os apoios do estado às empresas;
  • Novo programa de investimentos públicos com recurso à participação das PME;
  • Alargamento excepcional do período de atribuição do subsídio de desemprego.

De realçar o que estas propostas têm de positivo: o Estado não pretende aqui retirar mais impostos aos contribuintes para depois os distribuir pelas empresas e instituições amigas e respeitosas; simplesmente deixa as PMEs em paz e cria condições para que tenham uma tesouraria mais desafogada, tornando as PMEs menos dependentes do Estado. Algo que, de facto, o PS nunca proporia.


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5 comentários:
De HAL_9000 a 24 de Julho de 2009 às 12:20
De onde viria o dinheiro para estas propostas, nomeadamente:

O PSD propõe que o Estado altere o seu procedimento quanto aos sistemáticos atrasos nos pagamentos às PME e que pague as suas dívidas às empresas;

Garantir uma taxa de IRC de 10% durante 15 anos para investimentos realizados no interior e para jovens empresários;

Descida em 2% da Taxa Social Única suportada pelas entidades patronais;

Reforçar os protocolos do estado com as IPSS e as Misericórdias;

Alargamento excepcional do período de atribuição do subsídio de desemprego.

Se não se aumenta a carga fiscal, que despesa fica por fazer para se fazer a despesa proposta? Era bom que as propostas fossem marginalmente de "deficit-zero" para se perceber melhor....


De Maria João Marques a 25 de Julho de 2009 às 09:54
Hal , há coisas que não têm sequer impacto no orçamento, por ex. o pagamento aos fornecedores, já que as compras que se fazem têm verba no orçamento no momento da própria compra e não do pagamento; esta situação apenas teria implicações de tesouraria. A taxa de IRC serviria para que se criassem novas empresas ou que as antigas voltassem a investir, gerando uma receita que não existiria sem esta taxa de IRC. O alargamento do subsídio de desemprego e a diminuição da taxa social única teriam, sim, efeitos. Tendo em conta o despesismo socialista, não será difícil reduzir despesa noutras áreas para compensar estas.


De Hugo Mendes a 24 de Julho de 2009 às 16:19
Um programa eleitoral serve para sistematizar propostas, enquadrando-as numa estratégia para o país.

Um blogue serve para listá-las a vulso.

É essa a diferença.


De Maria João Marques a 25 de Julho de 2009 às 09:57
Não, um blogue serve para muito mais coisas do que listar propostas. Por exemplo para mostrar o desastre da governação socialista.


De clara a 3 de Agosto de 2009 às 09:07
Pois. E também serve para mostrar o buraco fundo em que caíia o país, caso o PSD ganhasse as eleições e conseguisse governar.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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