Domingo, 2 de Agosto de 2009
publicado por Maria João Marques em 02 Ago 2009, às 22:50

Isto dito, não custa contrariar a ideia de que a apresentação do programa eleitoral do PSD, de forma a continuar por mais uns tempos o escrutínio sobre o governo Sócrates, não equivale a falta de apresentação de propostas pelo PSD e por Manuela Ferreira Leite. Não custa relembrar que foi MFL que primeiramente referiu a necessidade de políticas específicas para as PMEs (as grandes empregadoras em Portugal), obrigando o PS a, depois do desaire das europeias, a vir emular a preocupação do PSD com as PMEs, propondo medidas verdadeiramente assustadoras para qualquer empresário capaz (mais sobre isto fica prometido para depois). Não custa recordar a oposição de MFL a investimentos megalómanos como o novo aeroporto de Lisboa, a terceira travessia do Tejo, a terceira auto-estrada Lisboa-Porto e o TGV, que irão tornar o crédito mais escasso e, logo, mais caro para famílias em empresas, endividar irremediavelmente as gerações futuras e que terão efeitos dentro de vários anos, não tendo portanto o suposto efeito de ajudar à retoma da crise que vivemos agora. Não custa reconhecer, como fez MFL, que estamos num ponto em que é incomportável aumentar impostos e que há a necessidade de, assim que possível, os baixar. Não custa aludir à defesa que se tem feito no PSD pela liberdade de escolha nos prestadores de serviços de saúde, incluindo entre públicos e privados. Não custa convocar a proposta de simplificação do sistema fiscal, a extinção do Pagamento Especial por Conta ou a diminuição da taxa social única. Não custa aplaudir o respeito pelos eleitores demonstrado pelo PSD ao definir que os candidatos às três eleições deste ano não se sobreporiam e não se candidatariam a vários lugares mutuamente exclusivos. Não custa apontar as propostas para a educação que vão no sentido de uma maior autonomia das escolas, da escolha do estabelecimento de ensino pelos pais (dentro das escolas públicas), do vínculo dos professores às escolas e não ao ministério da educação.

 

Contudo, concluindo, até me agrada esta grande necessidade sentida pelo conhecimento do programa eleitoral do PSD. Pelo trabalho do Instituto Francisco Sá Carneiro e do Gabinete de Estudos do PSD, a surpresa será certamente boa e excederá as expectativas. Ao contrário do programa eleitoral do PS que (os democratas americanos que me perdoem o plágio) é mais do mesmo.


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4 comentários:
De Francisco a 3 de Agosto de 2009 às 08:29
"extinção do Pagamento Especial por Conta" assim de repente, não foi MFL que implementou o PEC? Que deu a polémica dos taxistas?


De Maria João Marques a 3 de Agosto de 2009 às 12:33
Francisco, foi sim senhor, e uma medida de que na altura eu discordei. MFL entende agora que já não há condições para manter o PEC e ainda bem. Eu não critico ninguém por se mudar para melhor.


De Mário Cruz a 3 de Agosto de 2009 às 14:00
Sim e foi uma boa medida no seu tempo. Nem o governo Sócrates se atreveu a mexer-lhe.

Mudam-se os tempos e mudam-se as necessidades. Para isso precisamos de governos que nos governem, fazendo frente às novas situações.

Muito daquilo que se fez há 5 anos, há 10 anos ou há 20 anos, foi bem feito na altura e hoje não se justificaria.

Vale a pena falar também das decisões sobre o TGV, ou já percebeu o argumento?


De Pedro Ramalheira Azevedo a 4 de Agosto de 2009 às 17:49
A humildade fica bem a todos, por mais simples que seja...

Não foi a Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite que viu, antecipou ou vaticinou tudo o que escreve neste “post”.

Mais ainda, a legislatura tem 4 anos e está no seu terminus e a Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite é presidente do PSD à menos de 2 anos e antes nem se quer era deputada na AR.

Está mais do que provado que, a prestação dos deputados do PSD, sendo a maioria na oposição, foi deveras aquém face à prestação de outros partidos, nomeadamente o CDS-PP que deu uma verdadeira lição do que é ser um verdadeiro partido de oposição.

Concluo, pedindo que não atribua o mérito do trabalho de outros políticos à Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite, que antes já falavam dessas matérias.

Cumprimentos,

Pedro Ramalheira Azevedo


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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