Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
publicado por Inês Dentinho em 03 Ago 2009, às 16:46

 

Sete máximas para o argumentário de António Costa sob os slogans: «Planear o futuro»; «Arrumar a casa»; «Cumprimos»:
1. Tapou a dívida com novos empréstimos. Paralelamente, aumentou a despesa interna em 200 milhões de euros, nos dois últimos anos. Sem custos de investimento, sem obra.
2. Quer tirar os carros do Centro, altera o trânsito junto ao Terreiro do Paço sem estudos de tráfego nem alternativas e apoia uma terceira travessia do Tejo rodoviária que trás mais milhares de carros para a cidade.
3. Defende o repovoamento mas proíbe a habitação nos eixos centrais - designadamente na Alexandre Herculano e na Brancaamp - e defende para a Baixa um prolongamento do que se passa no Bairro Alto, numa linha ruidosa e desertificadora incompatível com o regresso das Famílias ao Centro.
4. Considera a reabilitação urbana essencial mas privilegia o licenciamento de milhares de metros quadrados de nova construção, entre Santa Apolónia e a Expo.
5. Quer devolver a rio à Cidade mas defende o alargamento do Terminal de Contentores pela empresa liderada por Jorge Coelho. Perante o burburinho ensurdecedor de Miguel Sousa Tavares diz agora que planta uns verdes durante 20 anos até que os contentores ocupem mesmo o espaço previsto. Trata-se de «Planear o Futuro».
6. Corta o ruído no Bairro Alto a partir das 2h da manhã. Não garante sossego para os velhos residentes nem o negócio para comerciantes em tempo de crise. Há contestação, volta atrás marcando o limite das 3h da madrugada. Sem silêncio nem lucro - a não ser eleitorais.
7. Diz que não tem dinheiro para fazer obras mas reserva 50 milhões de euros para ciclovias, perigosas, sem saída, no sobe e desce das colinas de Lisboa. Com menos custos e mais ganhos no combate à poluição podia concluir o túnel do marquês na saída da avenida António Augusto Aguiar. 


3 comentários:
De Ana Margarida Craveiro a 3 de Agosto de 2009 às 17:13
gosto particularmente da número 3, tendo em conta que moro numa das duas. já percebo a minha imensa dificuldade nas tarefas mais comuns ao fim-de-semana (comprar jornal, por exemplo).


De Antifarsista a 3 de Agosto de 2009 às 17:30
"Diz que não tem dinheiro"

Pois diz. Mas tem para a Fundação Soares e a Fundação Saramago, claro.
Uma vergonha!


De Gustavo Menezes a 4 de Agosto de 2009 às 13:59
Eu já acordei há algumas horas, ainda não fiz nada hoje mas também já cumpri.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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