Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
publicado por Carlos Botelho em 03 Ago 2009, às 17:52

Muitos dos lamentos que surgem pelo "atraso" do programa eleitoral do PSD, pela "não comparência", etc, não expressam um interesse genuíno por propostas que ajudassem a uma "decisão" para as eleições de 27 de Setembro (ainda faltam praticamente dois meses, já repararam?). Essas "preocupações" obedecem a uma estratégia intoxicante que visa ir minando o trabalho que vem sendo feito pelo Partido num terreno já de si pouco propício às oposições. É escusado dizer a quem, objectivamente, serve essa estratégia.

Ingénua ou conscientemente, fazem parte da campanha em curso.


14 comentários:
De NP a 4 de Agosto de 2009 às 00:37
Os meus Parabéns: por muita imaginação que tivesse, acho que nunca conseguiria inventar uma interpretação destas para o atraso do PSD na divulgação do seu programa eleitoral.

Mas, agora a sério, é sempre engraçado ver alguém a tentar defender o indefensável.

Meu caro Carlos, aqui o problema não é nenhuma "estratégia intoxicante", não há aqui tentativas de minar o que quer que seja, nem outras divagações estratosféricas sobre este assunto.

O que há são factos:
1) O PSD indicou que apresentaria o seu programa no final de Julho;
2) No final de Julho, o PSD muda de ideias e resolve divulgar o programa apenas em Setembro.

Se a estes factos somarmos a inexistência de ideias ou propostas concretas para o país, temos, inevitavelmente, uma situação em que os holofotes se voltam para o PSD em busca de algum tipo de resposta ou esclarecimento. Isso não é "minar", é meramente consequência directa da postura assumida pelo PSD.

Se, de facto, o Carlos acha que há alguém a intoxicar o clima eleitoral ou a minar o que quer que seja, olhe para dentro do PSD.


De Mário Cruz a 4 de Agosto de 2009 às 04:14
Oh NP, porquê tanto medo em fazerem o que deve ser feito no fim de uma legislatura - avaliá-la?

Depois de não terem cumprido as promessas de 2005, trazem uma nova leva de promessas para enganar papalvos?

Ficamos todos a discutir as promessas e a imaginação doentia de certos políticos, em vez de penalizarmos quem não foi capaz de fazer o que devia, no governo que agora termina. Que divertidos são estes senhores do PS.


De NP a 4 de Agosto de 2009 às 11:18
Caro Mário,

Em que medida é que o seu comentário tem alguma coisa a ver com os aspectos referidos quer no post de Carlos Botelho quer no meu comentário?

Para além disso, deve haver aí alguma confusão. O Mário ao início parece estar a dirigir-se a mim no seu comentário (com um poético "Oh NP..."), mas depois aparenta estar a falar para o PS, ou para uns "senhores do PS" que, segundo diz, o divertem bastante.

Eu não quero acabar com o seu divertimento mas também não quero ser confundido com aquilo que não sou. Eu não tenho qualquer filiação ou militância partidária e já votei em praticamente todos os partidos políticos, em diferentes actos eleitorais.

Aliás, na minha opinião, a não filiação partidária ajuda as pessoas a observar a realidade sem a quase "obrigatoriedade" de seguirem aquilo que um líder faz ou diz, independentemente de ser o mais correcto ou não.

Se tem recados a transmitir a algum dos partidos, faça-o na sede própria.


De Mário Cruz a 4 de Agosto de 2009 às 17:40
Mas que mal disposto sr. NP!!

A minha formação democrática, não partidária, diz-me que no fim das legislaturas se avalia o desempenho dos governantes. Neste momento os do PS. Simples de entender, não é?

Essa ideia de andar tudo a discutir novas promessas sem ter realizado as anteriores será muito conveniente para alguns mas não tem, para mim, qq utilidade.

Sempre ao dispor para esclarecimentos com o sincero desejo de melhor disposição.


De NP a 5 de Agosto de 2009 às 00:09
Caro Mário,

Não percebo os comentários que tece à minha suposta má disposição, mas agradeço-lhe o cuidado.

De todo o modo, vou tentar explicar-lhe melhor o meu ponto de vista, aplicando alguns "smileys" pelo meio para não lhe deixar dúvidas sobre a minha boa disposição.

A existência ou não de avaliação de governos anteriores, a qual não comento por nunca ter visto isso ser feito em Portugal, não é o aspecto a que me refiro no meu comentário. :)

O meu comentário pretende apenas rejeitar, através dos factos, a ideia transmitida por Carlos Botelho de que existem estratégias "intoxicantes", tentativas de minar o que quer que seja, ou outras divagações para justificar o facto de o PSD estar a ser pressionado para apresentar um programa eleitoral que disse que iria apresentar. :)

O que eu digo no meu comentário, através de factos, é que foi o próprio PSD que criou esta situação, à qual não consegue agora dar uma resposta plausível e tenta atribuir culpas, num exercício que tem tanto de imaginativo como de ridículo, a entidades terceiras (PS, comunicação social, cidadãos, etc.). :)

Nada disso invalida, inviabiliza ou dificulta a realização de avaliações a governos anteriores. Não é esse o âmbito do meu comentário, de todo. :)


De Mário Cruz a 5 de Agosto de 2009 às 01:52
Fico feliz pelos "smileys", os meus são assim com nariz :-)

Quanto ao resto já nos entendemos. O NP adora ler programas e ouvir promessas, até porque é uma tradição nacional segundo diz. Eu não as suporto. Estou farto das basófias latinas. Quero é que façam.

Cá estaremos para os avaliar!

Melhores cumprimentos :-)))




De NP a 5 de Agosto de 2009 às 14:37
Caro Mário,

Normalmente a questão ficaria encerrada, mas não gosto quando tentam deturpar o que digo, lançando poeira na cara das pessoas. É jogo sujo e, por isso, venho aqui apenas fazer a “limpeza”.

Primeiro ponto:
Eu não disse em altura nenhuma que gosto de ler programas ou ouvir promessas: o que digo é que elas devem existir, que deve haver informação para o voto em consciência.
Mas não é preciso ir tão longe, porque, em suma, o que eu digo, repito e volto a dizer para quem ainda não entendeu, é que o PSD disse que ia fazer uma coisa e não a fez, e agora está a lançar as culpas em entidades terceiras. E isto aplica-se quer ao lançamento de um programa eleitoral quer à confecção de migas de bacalhau: disse que ia fazer, não fez, e agora diz que a culpa da “fome” é dos outros.

Segundo ponto:
Mário Cruz mente: eu não disse que é “tradição nacional” ler programas e ouvir promessas.
O único aspecto que eu refiro que pode ser associado a algum tipo de “tradição” é a inexistência de avaliações a legislaturas. De facto, não me recordo de ter visto isso a ser feito alguma vez em Portugal.
Sendo sincero, não percebo em que medida é que o PSD pode dizer que, em vez de se reclamar pelo seu programa, deve-se fazer a avaliação do governo. Mas será que uma coisa inviabiliza a outra? A existência de uma avaliação do governo anterior anula, substitui ou atenua sequer a necessidade de programas eleitorais?

Elevação, limpeza e ética na discussão política são necessárias. Estou certo que todos estamos de acordo neste aspecto.


De Mário Cruz a 5 de Agosto de 2009 às 19:58
NP, que espectáculo!! Quatro parágrafos para não acrescentar nada ao que já se tinha dito. Sintetize, pode abordar mais temas e ser mais útil à discussão geral.
Quanto a mentiras, está-me a comparar com o Sócrates, certo? Vá por aí que vai bem!


De NP a 6 de Agosto de 2009 às 10:33
O Mário não pode estar a falar a sério.

Isto é um autêntico insulto à inteligência de todos os que visitam este blog.

Então leia lá a primeira frase do meu último comentário. É suposto eu acrescentar alguma coisa? Não está explícito que o objectivo do comentário é apenas limpar o resultado do seu jogo sujo?

São quatro parágrafos? Pois podiam ser oito! É que para lançar uma mentira, como você deve saber, basta uma frase, mas para repor a verdade é necessário bem mais do que isso!

Não me / nos faça perder mais tempo. Mentiu e voltou a tentar iludir os leitores do blog, insultando a sua inteligência. Se não tem argumentos, fique calado e não recorra a jogo sujo e insulto fácil.

Se diz que Sócrates mente, seja explícito, concretize, não se fique pela acusação leviana. Aqui, a única pessoa que mentiu, por escrito, foi o Mário.


De Mário Cruz a 6 de Agosto de 2009 às 13:52
Mais 6 parágrafos de má disposição e contradições. Fico lisonjeado com tanta atenção.

Como o NP não acrescenta nada à minha conclusão, feita 4 comentários atrás, dispenso-me de continuar a gastar tempo sobre este tema.


De Carlos Botelho a 6 de Agosto de 2009 às 16:22
NP,
por favor, tenha calma. Não vale a pena todo esse espalhafato (o "jogo sujo", o "insulto fácil" e tal). De resto, essa sua abrupta defesa de Sócrates revela bem de que lado é que V. está. Finalmente, foi claro. O único insulto à nossa inteligência que por aqui vejo é o seu aparente choque pela associação entre 'Socrates' e 'mentira'.
Voltando ao tema de que se não devia ter fugido: não retiro uma vírgula ao que escrevi no post - que é meu, não é do PSD.


De NP a 6 de Agosto de 2009 às 22:59
1) Se acha que deturpar afirmações não é jogo sujo, fico esclarecido no que toca ao nível da sua argumentação.

2) Não sei onde é que detectou a minha defesa de Sócrates: a única coisa que pedi foi para se concretizar a acusação.

3) Não estou de nenhum dos "lados" que refere, aliás não percebo essa sua perspectiva quase "guerrilheira" do acto eleitoral que se avizinha.

4) Pode manter todas as vírgulas do que escreveu: penso que, gramaticalmente, não há qualquer erro.

5) Espero que o número de parágrafos utilizado neste meu comentário não cause incómodo a ninguém.


De Carlos Botelho a 4 de Agosto de 2009 às 17:47
NP,
se acredita, fervorosamente, parece, que esses queixumes insistentes são genuínos, desinteressados, que hei-de eu fazer?....


De NP a 5 de Agosto de 2009 às 00:17
Caro Carlos,

Não somos aqui todos ingénuos, pois não?

É óbvio que há sempre uma porção de interesse, de aproveitamento, nestas situações. Não nego isso no meu comentário.

O que eu digo e reafirmo é que esta situação poderia (e deveria) ser facilmente evitada pelo PSD: bastava-lhe ter cumprido com aquilo que andou a apregoar que iria fazer e a discussão política já tinha evoluído para outro nível.

Novamente, o que eu refiro, e reforço, e reiterarei as vezes que forem necessárias, é que se esta situação existe actualmente (bem como o aproveitamento que lhe está subjacente e que o PSD deveria saber que iria acontecer) é única e exclusivamente porque o PSD assim o permitiu.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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