Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
publicado por Jamais em 04 Ago 2009, às 00:20

Admitindo que o PS poderia ainda ter algum fôlego para um segundo mandato, esperámos por um programa eleitoral esperançoso. Nos últimos anos, no “País real”, aquilo a que temos assistido com desapego apático é: (i) um aumento da pressão laboral sobre os pais, (ii) ao prolongar da permanência de crianças em creches/escolas, (iii) a despedimentos de grávidas/mães recentes, (iv) a indiferença fiscal, (v) etc. Não é simples fruto do acaso o termos conseguido atingir uma taxa de crescimento natural negativa em 2007 (inédito desde 1918): 103.512 óbitos contra 102.492 nascimentos.

 

Nós, portugueses, há anos que não renovamos a população, não nascem crianças suficientes. Queremos ter um futuro? A promoção da natalidade deve então ser uma prioridade de um Governo que pense de verdade no País.

 

Qual a política que nos é proposta? Resposta do PS: 200,00€ por criança. É uma medida tão ridícula que, se o assunto não fosse sério, seria óptimo para nos rirmos. Qualquer um que já tenha comprado pacotes de fraldas sabe onde vão parar muito rapidamente esses 200,00€. E para que servem aos 18 anos? Para comprar 4 ou 5 manuais universitários, para três meses de alguns passes sociais... Insisto: em que é  que 200,00€ fazem a diferença? Não fazem, nem farão. O que há a fazer é implementar políticas públicas consistentes, estruturantes e inter-geracionalmente adequadas. A proposta do PS é a de quem terá perdido o norte. Se não lhe resta fôlego, pelo menos não brinque com coisas sérias. Por favor.

 

Sofia Delicado

 


2 comentários:
De Núncio a 4 de Agosto de 2009 às 02:14
«(...) os partidos do poder não devem fazer promessas. Que mostrem a sua obra: essa é a maior proposta.»
(Nuno Rogeiro, "Maré de propostas", JN, 31-7-2009)


De Afonso a 5 de Agosto de 2009 às 11:54
Podemos estar descansados com o PS, pois a substância (neste caso a natalidade muito pouco interessa): o cerne de todas as políticas PS são apoios, para ir despejando sobre algumas franjas do eleitorado.
Quem paga? Os do costume, os "ricos" que estão a braços com casas e carros para pagar, a quem pouco ou nada sobra ao fim do mês, etc.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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