Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
publicado por Paulo Marcelo em 04 Ago 2009, às 09:40

 

Isaltino Morais foi ontem condenado a 7 anos de prisão efectiva e a perda de mandato de Presidente de Câmara Municipal de Oeiras. Tem o direito, como qualquer cidadão, de recorrer da sentença e a presumir-se inocente até ao trânsito em julgado da decisão condenatória. O que pode demorar vários anos, em recursos sucessivos. Mas, do ponto de vista político, não tenho dúvidas em afirmar que deve demitir-se imediatamente do cargo que ocupa e desistir da sua actual candidatura a presidente de câmara. Uma outra qualquer decisão será uma vergonha para ele próprio, como político, para a democracia portuguesa e para todos nós como cidadãos.  


12 comentários:
De HAL_9000 a 4 de Agosto de 2009 às 09:59
Vergonha é ele ganhar as eleições..


De Carlos Faria a 4 de Agosto de 2009 às 10:29
Concordo que não deveria candidatar-se e que o diploma que impedia candidatos acusados ou indiciados por práticas de crimes deste género já devia estar cá fora.
Mas não são apenas os autarcas que são candidatos e... cuidado, MFL fica fragilizada a ser verdade que na lista de candidatos também apresenta pessoas com processos judiciais de práticas relacionadas com actividades de gestão em cargos públicos... algo que MM não teria em princípio feito.


De Daniel Santos a 4 de Agosto de 2009 às 10:32
O gosto pelo poder faz esquecer a vergonha.


De Joaquim a 4 de Agosto de 2009 às 10:42
Um amigo meu, que mora no Concelho de Oeiras, disse-me ontem que nunca votou no Isaltino mas desta vez vai votar nele.

É ele próprio que me conta algumas histórias sobre o Isaltino, dos andares que ele recebeu para viabilizar prédios com alturas proíbidas por Lei e que distribuia pelas amantes.
Mas vai votar no Isaltino porque os políticos são todos ladrões e o Isaltino já roubou portanto já não precisa de roubar tanto e se fôr para lá outro vai roubar mais.

Ontem fiquei com menos certezas da derrota do PS nas próximas eleições.


De Xarope a 4 de Agosto de 2009 às 10:45
O que é preciso é que António Preto e Helena Lopes da Costa sejam deputados. Quanto ao resto, são peanuts.


De Francisco a 4 de Agosto de 2009 às 11:25
Vergonha é saber que o fogo faz fumo e que este corrupto foi ministro do PSD ainda à meia dúzia de anos.
Quando ouço falar de renovação do PSD o que gostaria era de ouvir falar da remoção daqueles que fizeram o PSD do 2o mandato de Cavaco Silva. Essa seria a renovação do PSD tudo o resto é treta.
E antes das respostas inflamadas desafio que não listem os outros horríveis exemplos do outro lado da barricada.


De Henrique Baltazar a 4 de Agosto de 2009 às 11:29
MFL já devia ter vindo a público desmentir a notícia de que António Preto e Helena Lopes da Costa estão na lista de deputados. Se não o faz, talvez seja porque estão mesmo.
Mas com a condenação de Isaltino Morais talvez eles ainda venham a ser excluídos.



De Henrique Baltazar a 4 de Agosto de 2009 às 11:32
A atitude de Marques Mendes perante os candidatos acusados não se pode perder: não podem concorrer.
Como é que se vai fazer nas actuais listas de deputados?


De BCS a 4 de Agosto de 2009 às 14:23
Independentemente do Sr. ser ou não culpado, ou de casos semelhantes acontecerem noutras autarquias, como toda a gente sabe, a questão deveria ser: Se uma pessoa se considera inocente sem ainda ter havido o transito em julgado, porque é que deve demitir-se?

Não é isto o pliticamente correcto? Ou será que o facto de já ter sido condenado ainda que se possa vir a provar a sua inocência em futuros recursos não pesa nada na decisão? E se a pessoa em causa for ilibada? Não terá sido cometida uma injustiça?

Como é que isto se resolve? Será definindo os tipos de crimes a partir dos quais não será permitido ao acusado candidatar-se?


De Paulo Marcelo a 4 de Agosto de 2009 às 15:12
Agradeço os comentários. Recordo que o dr. Isaltino Morais foi afastado do PSD há vários anos. Quanto às listas do PSD por Lisboa não comento boatos e cenários.


De Núncio a 4 de Agosto de 2009 às 16:29
«(...) a confirmar-se [a entrada de Preto e Lopes da Costa nas listas de deputados], é um abalozinho no edifício que MFL tem vindo a construir. A merecer uma explicação convincente.»

www.odivademaquiavel.blogspot.com


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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