Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
publicado por Pedro Picoito em 05 Ago 2009, às 14:52

As listas de deputados que o Conselho Nacional do PSD aprovou esta madrugada, por 59 votos a favor e 37 contra, revelam a fractura cada vez mais exposta entre o partido autárquico e o partido nacional. Ou, na castiça versão do Dr. Menezes, entre as míticas "bases" de que ele se pretendia intérprete e o não menos mítico "eixo sulista, elitista e liberal" de que ele se pretendia censor. Ao enfrentar os barões das distritais, Manuela Ferreira Leite corre o risco de ter contra si a máquina partidária, um risco grande para quem foi eleita por escassa margem no Congresso, mas segue a sua linha política: o país antes do partido. 

A líder social-democrata já mostrou que tem coragem para travar essa batalha. Valerá a pena? Parece que sim: a sua estratégia, menorizada durante um ano, deu bons resultados nas últimas eleições. E tudo indica que voltará a  dar. Ao contrário do que dizem blogues e jornais e vice-versa, o "país real", sobretudo o dos barões, está pouco interessado nas guerras de alecrim e manjerona das listas e respectivas cabeças.

Mas isso é o menos. Para além do sucesso ou insucesso em eleições, Manuela Ferreira Leite não pode mudar o país sem mudar o partido. O PSD, a nível local e regional, é muitas vezes refém de interesses que só vagamente se relacionam com o interesse nacional. Não tenho a ingenuidade de acreditar que esta madrugada mudou tudo. Nem que a São Caetano à Lapa está isenta de pecado. Acredito, isso sim, que é um passo no bom sentido. E que os portugueses saberão avaliá-lo.  


2 comentários:
De Miguel Matos a 5 de Agosto de 2009 às 19:00
Luís Filipe Menezes não trava uma guerra como líder das «míticas "bases"» contra «o não menos mítico "eixo sulista, elitista e liberal"». Trava uma guerra como líder dos (muito) poucos 'laranjinhas' que restam que ainda têm pensamento social, social-democrata, contra aqueles extremistas no PSD que pretendem o estado mínimo.
Esse sim.


De Pedro Picoito a 6 de Agosto de 2009 às 01:01
Não é bem assim. Não era Menezes quem se preparava para desmantelar (ou coisa que o valha) o Estado em seis meses?


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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