Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
publicado por Carlos Botelho em 06 Ago 2009, às 01:34

O PS perde votos sem Manuel Alegre. Para aquelas bandas, pode realmente falar-se de uma purga nas listas - durante a legislatura, Alegre e as deputadas agora arredadas, não sabotavam nem minavam o seu Partido de cada vez que abriam a boca. Pelo contrário. As suas "críticas" poderiam até, se inteligentemente subsumidas, ajudar o PS a manter uma feição mais "plural" e de "esquerda". E, durante algum tempo, terão cumprido esse papel.

Sócrates procurou sempre mostrar "autoridade" dentro do seu partido. Ele é daqueles líderes fracos que têm necessidade de mostrar "autoridade" - não a detêm nem a usam "naturalmente". Reagia sempre com uma agressividade nervosa e impaciente à mínima observação. Os "adversários" foram frequentemente apoucados, destratados ou mesmo insultados (havia sempre um Santos Silva ou um Lello para esses servicinhos). Com o seu silêncio, Sócrates deu sempre o seu beneplácito (senão orientação) a essas manifestações de estrebaria.

Com Manuela Ferreira Leite, as coisas não se passam assim. Ela limitou-se, legitimamente, a pôr no seu lugar os que tinham que ser postos. O PSD perde votos com isso? Não me parece que os Portugueses, em ânsias "liberais" pelas praias, estejam revoltados com o "sectarismo", o "totalitarismo" e outras parvoíces. Provavelmente, ganha votos. A imagem do Partido e da sua liderança fraquejava de cada vez que os maus perdedores internos se manifestavam - e sempre com um grande sentido de oportunidade. As pessoas tendem a confiar mais numa liderança que está mais preocupada em assegurar o país do que a ceder aos interesses localizados de paróquias. O PS percebeu isso e já veio a correr fazer-se ouvir, tomando as dores dos "saneados". O partido do governo sabe muito bem que a ausência de Passos Coelho, ao contrário da de Alegre, não faz perder votos. Pelo contrário.

 

(Bem, há uma ou duas excepções irrelevantes, mas exemplares, que, na hora da sua verdade, nem se importam de contribuir para uma hipotética vitória de Sócrates. É o tipo de coisas que funciona como um boomerang.)



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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