Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 07 Ago 2009, às 13:19

Eu continuo convencido que é uma boa solução para Portugal que no próximo ciclo político, e no quadro formal do nosso regime semi-presidencial, haja substantivamente uma maior proximidade entre o Presidente da República e o Governo. Não quero com isso um reforço formal dos poderes do Presidente da República, mas uma actuação mais interventiva, que aliás, é habitual quando os governos são eleitos sem maioria absoluta.

 

Os regimes semi-presidenciais têm a vantagem de permitir aos eleitores que combinem o seu voto e a forma como pretendem compor o equilíbrio de poderes, em função da conjuntura política e das personalidades em concreto que, em dado momento, aspiram ao exercício dos mais diversos cargos.

 

Assim, julgo que Manuela Ferreira Leite é a candidata que se apresenta em melhores condições para encetar, no actual contexto político, não apenas uma boa cooperação estratégica, como uma maior cumplicidade institucional e pessoal com o Presidente Cavaco Silva; em face das dificuldades que se avizinham, vejo com bons olhos - e admito que muitos eleitores também - que haja uma forte sobreposição entre Governo e Presidência da República, que assegure a coesão e o prestígio do poder político, tão necessário para mobilizar os portugueses.

 

O país não pode embarcar em aventuras, e neste momento em que o nosso regime está tão desprestigiado, não podemos desperdiçar uma colaboração mais próxima e comprometida daquele que é o político no activo mais consensual e reconhecido pela sua capacidade executiva, que recolhe a confiança da mais portugueses.

 

Percebo ainda que o João Galamba procure "valorizar a função parlamentar". Só que, infelizmente, eu que até gosto dos regimes mais parlamentares, tenho que reconhecer que o seu papel legislativo está altamente subalternizado, esvaziado pelo governo e pelas instituições comunitárias, e que mesmo no plano da fiscalização política, o Parlamento se tornou num instrumento dos interesses dos partidos que formam as maiorias. E não vale a pena escandalizar-se: esta é uma das maiorias evidências da nossa democracia, a maioria dos eleitores olha com bastante desdém para a Assembleia da República. Será que a maioria dos portugueses "não é democrata" por isso? Também não percebo como é que um partido que apresenta uma lista como esta (sim, convido os leitores do Jamais e os media a avaliarem as listas do Partido Socialista), está tão crítico em relação aos nomes lançados pelo PSD. Mas enfim, dá jeito desviar os holofotes para as pequenas questões do PSD, pode ser que assim ninguém preste especial atenção a uma lista tão "do aparelho" como é claramente a do PS.


2 comentários:
De Daniel João Santos a 7 de Agosto de 2009 às 14:45
não percebo nada... reconheço que é problema meu.

Quando o PR veta diplomas é elogiado por ser a garantia da democracia, que é bom que haja um equilíbrio poderes para um melhor funcionamento do sistema.

Agora defende-se tudo da mesma cor, a pensarem igual, se calhar com maioria de forma a que a dissolução dos orgãos seja total.


De Paulo Quintela a 7 de Agosto de 2009 às 20:51
Não vale a pena comentar, estes do Jamais são avençados do PSD.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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