Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 07 Ago 2009, às 17:32

Reitero que sou da opinião que Manuela Ferreira Leite é a pessoa que está em melhores condições - isto não significa que seja a única - para, no actual contexto político, assegurar uma cumplicidade institucional e pessoal com o Presidente da República, num quadro de crise que necessita de um nível de coesão nacional alargado.

 

Depois de 4 anos onde o Primeiro Ministro dispôs de uma maioria absoluta que dividiu a sociedade portuguesa, e em que a função governativa ficou muito desprestigiada aos olhos dos cidadãos, parece-me útil que no próximo ciclo político possamos aproveitar do facto de Cavaco Silva ser o político no activo com maior respeitabilidade e credibilidade junto dos portugueses.

 

O Carlos Santos, no seu espírito habitual de abstracção e de (des)qualificação moral de quem não concorda com ele, vai à lua e volta para demonstrar que esta minha opinião é uma "apologia do nepotismo e da não alternância democrática", fazendo contas complicadíssimas para concluir que seguindo a minha ideia só haveria alternância daqui por vinte anos. Eu acho que o Carlos Santos não leu com atenção o que eu escrevi (os sublinhados são de agora):

 

"Os regimes semi-presidenciais têm a vantagem de permitir aos eleitores que combinem o seu voto e a forma como pretendem compor o equilíbrio de poderes, em função da conjuntura política e das personalidades em concreto que, em dado momento, aspiram ao exercício dos mais diversos cargos.

 

Assim, julgo que Manuela Ferreira Leite é a candidata que se apresenta em melhores condições para encetar, no actual contexto político, não apenas uma boa cooperação estratégica, como uma maior cumplicidade institucional e pessoal com o Presidente Cavaco Silva; em face das dificuldades que se avizinham, vejo com bons olhos - e admito que muitos eleitores também - que haja uma forte sobreposição entre Governo e Presidência da República, que assegure a coesão e o prestígio do poder político, tão necessário para mobilizar os portugueses".

 

Este juízo que emito é para esta eleição, e tendo em atenção, quer a figura actual do Presidente da República, quer os candidatos em concreto à liderança do governo, quer o contexto político e económico em que vivemos. Noutras eleições, logo verei, no quadro do regime semi-presidencial em que vivemos, qual será a combinação de forças que mais me agrada, e que melhor servirá o país, no contexto concreto em que estivermos.

 

Adenda: No nosso contexto político, e com os actuais protagonistas, considero que é fundamental evitar coisas como esta.


1 comentário:
De NP a 8 de Agosto de 2009 às 11:10
Caro Rodrigo,

Defende Manuela Ferreira Leite no seu post, recorrendo à sua opinião e julgamento (os quais respeito totalmente).

Eu prefiro os factos.

Por isso pergunto-lhe como é que acha possível que Ferreira Leite contribua para o "prestígio político" de que fala, atendendo aos factos infra:

1) A manifesta incapacidade de conciliar diferentes opiniões em torno de consensos alargados, não se afirmando como líder, mas impondo-se como tal, conduzindo à fragmentação do partido;
2) O ridículo processo de venda da rede fixa da PT;
3) O escandaloso negócio do Citigroup, do qual continuamos todos a pagar uma elevada factura;
4) O caso de polícia associado à venda do prédio dos CTT, no qual a PJ concluiu ter havido "financiamento de interesses partidários do PSD" (convido à leitura da notícia em http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1329198).

Havia outros, mas penso que qualquer um destes casos é suficiente para deitar por terra qualquer eventual tentativa de associar Manuela Ferreira Leite a um aumento do "prestígio político".

Eu confesso que ainda estou a tentar perceber como é que é possível fazer tanta trapalhada em tão pouco tempo.

Nota: por favor, desta vez, se entender responder, responda a todos os pontos; não direccione a sua resposta apenas para os aspectos onde se sente mais confortável.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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