Domingo, 9 de Agosto de 2009
publicado por Maria João Marques em 09 Ago 2009, às 16:09

(Texto da Isabel Goulão, longe de um computador e de uma ligação à internet.)

 

Confesso alguma incompetência para lidar com números, mas depois de bem estudados, nem sempre é preciso meter explicador, e o Governo também não me tem tornado a vida fácil.
O Ministro da Administração Interna mostrou recentemente o seu contentamento pela redução da sinistralidade rodoviária, referindo mesmo :"Quando eu falo com regozijo nestes números há uma coisa que eu quero dizer: não se trata apenas de um êxito do Ministério da Administração Interna ou do Ministério das Obras Públicas e do Governo, ou das forças de segurança ou da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Trata-se de um feito na realidade colectiva do nosso povo". Com o devido respeito, não estou a ver as nossas prezadas instituições a liderar esta revolução, mas isso sou eu que não vejo nessa lista os Ministérios da Justiça, da Saúde e da Educação. A guerra civil nas estradas portuguesas não se vence só com legislação, repressão e estradas decentes. São necessários outros sinais que, para além de dissuadirem e prevenirem, acautelem a vida e protejam quem a ela sobreviveu.
O MAI pode estar satisfeito, mas eu não.  Receio que a extinção da Brigada de Trânsito provoque uma menor fiscalização nas estradas portuguesas. Não me agradam normas internas enviadas aos Destacamentos de Trânsito da GNR, determinando que "o que antes era considerado acidente de viação, como as colisões com animais ou objectos, passa a ser registado como uma simples ocorrência.". Mais "ocorrências", menos acidentes, deve ser isso.
E já que falamos de números, uma outra confusão ocorreu com um relatório interno da GNR que denunciava alegadas alterações nos dados sobre incêndios e área ardida em 2007 e 2008. A situação não é fácil de contar devido às inúmeras entidades envolvidas (GNR, SGIF, AFN, EMEIF) , mas veio a lume que dados inscritos no sistema foram "alterados por desconhecidos". Afinal não passou de fumaça, ou melhor, de um "mal entendido", como explicou o Secretário de Estado da Protecção Civil, acrescentado que "uma "informação que não é enquadrada e explicada pode gerar confusão". Tem razão, é melhor apagar logo o fogo antes que alastre.

 

Maria Isabel Goulão



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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