Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
publicado por João Villalobos em 24 Jul 2009, às 21:57

 

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Estive profissionalmente envolvido nesta campanha de balanço dos 2 anos do Governo Sócrates em 2007 aquando da liderança do PSD por Marques Mendes. Nessa altura, muitas pessoas ignoravam ainda a dimensão do fosso entre as promessas feitas na campanha e a realidade a meio do mandato, pelo que  os diferentes outdoors visavam apresentar factos que o demonstrassem. Um deles, patente nesta imagem, a contradicção entre o aumento per capita da carga fiscal e a afirmação anterior, feita por Sócrates, sobre o não aumento dos impostos.

Hoje, entre a dívida e o défice e estando as contas públicas como estão, falta perceber como é possível encontrar uma alternativa a mais uma subida de impostos que muitos acreditam inevitável. No fundo, a pergunta é esta: Onde está a nossa receita? Como se vai pagar a factura das injecções de capital para o combate à crise? Como se equilibra um falido sistema de segurança social? Como se recupera vitalidade económica e liquidez? 

O que este Governo conseguiu foi colocar Portugal aos olhos do investimento estrangeiro como «hostile business environment». De fora não virá tão cedo nada que se veja e projectos como este agora associado à Nissan são apenas poeira para os olhos, perante as unidades industriais que se deslocalizam e encerram ou a ausência de investimento estruturante. Muitas empresas não abrirão portas em Setembro, muitas outras reduzem salários ou entram em incumprimento com o subsídio de férias. O dominó das dívidas entre clientes e fornecedores prossegue, o crédito mal-parado dispara.

Estamos todos tesos, o Estado está teso, durante pelo menos uma década vamos continuar tesos. Para dar ânimo às contas públicas será preciso encontrar formas de gerar dinheiro para os cofres, formas outras que não passar o IVA para 25%. Porque isso, que parece inevitável, não será bom para ninguém.



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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