Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 10 Ago 2009, às 22:06

Dando seguimento à teoria conspirativa de que o PSD e o Bloco estão aliados (o PCP entra no bacanal e o CDS nem se fala: todos contra o PS), pego num cartaz do Bloco de Esquerda para um texto aqui do Jamais.
O cartaz acima mostra a presença de Manuela Ferreira Leite e de José Sócrates nos governos dos últimos 18 anos. Facilmente, com uma máquina de calcular se necessário for, constatamos que MFL esteve no governo apenas num terço desta linha cronológica, sendo que os restantes 12 anos foram repartidos entre José Sócrates e Santana Lopes. Nos seis anos em que MFL esteve em governos, nunca foi como Presidente do Conselho de Ministros, ao contrário de José Sócrates que teve ambas as experiências. Além disso, facilmente vemos também que quanto mais perto dos nossos dias chegamos, mais cor-de-rosa fica a paisagem.
Mais do que um caco à conta da crise internacional, Portugal está como está graças a uma crise endógena que já tem bastantes anos e que se agravou nos últimos. Não tirando responsabilidade, que tem, a MFL (não há governos perfeitos), é plausível que tenham sido os seis anos em que esteve como ministra que criaram o nosso pântano? Será que os outros onze anos de José Sócrates, quatro dos quais como PM, melhoraram a situação de Portugal. Será que transformar onze anos de José Sócrates em quinze anos iria melhorar o nosso estado?
Deixemo-nos de ilusões: escolher um partido é escolher um mal menor. Um mal menor porque, por muito que os raciocínios simplificados queiram fazer passar, não há pessoas perfeitas, partidos perfeitos, governos perfeitos. A tarefa para 27 de Setembro é olhar para aquela linha cronológica com a necessária objectividade e pensar, simplesmente, quem é mais responsável pelo estado do nosso Estado e quem é mais capaz de trazer mudança. Tudo se resume a isto.

2 comentários:
De José Luís a 11 de Agosto de 2009 às 02:30
ao ler este post fiquei com a sensação de que tem a noção do quanto vale a Manuela Ferreira Leite, pouco - isso foi admitido. E resta-lhe mandar a boca para o ar de que José Sócrates governou mal para o post não ficar muito mau.
O que aqui foi feito é facil, encostar-se às convergências.


De Tiago Moreira Ramalho a 11 de Agosto de 2009 às 09:28
José Luís,

Fez uma leitura um pouco difícil de entender.
Eu não escrevi que não vale nada (no caso português acho que é das figuras políticas com mais valor). Eu escrevi que não a vejo como uma messias que nos vai salvar a todos. Escrevi também que, na sua imperfeição, consegue ser melhor que José Sócrates.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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