Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
publicado por Sofia Rocha em 11 Ago 2009, às 19:57

O título não é meu, é tirado do jornal i que traz hoje uma entrevista cuja leitura eu recomendo.

 

Luís Campos e Cunha diz que não leu o Programa do PS porque:

- Não tinha interesse, uma vez que persiste nos grandes projectos de obras públicas;

- Porque com esses projectos vamos ter um longo período de estagnação económica;

- Com o TGV temos de pagar indemnizações compensatórias permanentemente;

-Tudo vai saír dos impostos;

- Rigidez brutal nos orçamentos futuros;

- Sobre a compatibilização de obras e apoios sociais, diz que não é possível. Chama-lhe " Gelo quente".

 

É óbvio que diz tudo o que o PSD, e especialmente a sua líder, disseram no último ano. Também diz que não gosta muito do estilo político da Dra. Manuela Ferreira Leite.

Mas com franqueza, isso é o que menos interessa: vem de um diferente quadrante, todavia, converge na análise da situação, faz as mesmas críticas e aponta caminhos idênticos.

No mínimo, dá que pensar.


1 comentário:
De NP a 12 de Agosto de 2009 às 11:27
Ao contrário do que diz Sofia Rocha, Campos e Cunha não diz que "não gosta muito do estilo político da Dra. Manuela Ferreira Leite". Se estamos sempre a apelar à verdade, devemos saber conviver com ela.

Neste sentido, o que Campos e Cunha diz não tem a ver com estilo político, mas sim com a capacidade de Manuela Ferreira Leite de criar empatia com o eleitorado, de ter um discurso coerente, de ter propostas ou ideias sobre uma série de temas fundamentais da sociedade...

Enfim, leiam:

"- Já disse o que pensa de José Sócrates. E de Manuela Ferreira Leite?

- É uma senhora da sua geração, que tem muito pouco a dizer aos portugueses neste momento. E das poucas vezes que fala tem depois de emendar três vezes. Não tem nada a dizer sobre a língua, sobre a cultura, sobre a presença de Portugal no mundo. Tem um discurso muito centrado na questão orçamental. E eu estou à vontade para o dizer porque tenho feito um discurso preocupado com questões orçamentais - mas a política não acaba aí."

É preciso mais?


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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