Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 12 Ago 2009, às 11:14

Nos últimos anos, José Sócrates foi questionado por várias vezes a propósito das mais diversas "trapalhadas": licenciatura na Universidade Independente; assinatura de projectos alegadamente preparados por outros (e de um refinado mau gosto); licenciamento do Freeport; compra de um apartamento a uma offshore por um valor de mercado bastante simpático.

 

O PS, e bem, reagiu, alegando que nestes temas não havia mais do que insinuações e indícios, e que José Sócrates não poderia estar diminuido na sua acção política por todos estes "casos".

 

Ao longo destes anos, tenho considerado sempre que José Sócrates tem o direito ao seu bom nome, até que, pelo menos, seja acusado formalmente de alguma ilegalidade. Aguentei sempre a pressão da crítica fácil. Escrevo com o conforto de nunca ter alinhado, que não com algum humor em relação à licenciatura (que, aliás, nunca neguei ter existido), em "ataques" ao PM.

 

Gostava que as virgens ofendidas da política que encontramos hoje no PS e no SIMplex se lembrassem, quando falam das listas do PSD, que o seu candidato a Primeiro Ministro tem um track record em matéria de suspeição que faz parecer António Preto e Helena Lopes da Costa dois pastorinhos de Fátima.

 


3 comentários:
De Carlos Ferreira a 12 de Agosto de 2009 às 12:53
Ah, bom! Agora funciona por aqui a lógica do "nós somos maus, os outros são piores." Admito que sim. O pior é que o PSD estabeleceu um higher standard ao vir com a conversa da seriedade e da Politica de Verdade. Quanto a mim, estão ambos bem livres de receber o meu voto.

Cumprimentos


De Ana a 12 de Agosto de 2009 às 13:38
"Nivelar por baixo não explica nada, não adianta um milímetro, não muda coisa nenhuma. Contentarmo-nos em ser tão maus como os outros é meio caminho andado para sermos pior do que os outros" (aproveito a frase de Ilidio Martins, aqui http://ilidiomartins.blogspot.com/)


De Rodrigo Adão da Fonseca a 12 de Agosto de 2009 às 19:14
A questão não é essa. O ponto está em saber se é relevante o facto de nenhum dos três visados estar acusado de nada, havendo apenas indícios.

E o que está em casua, também, é o facto de haver inúmeras pessoas que criticam o PSD, que estavam na primeira linha da defesa de José Sócrates.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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