Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 13 Ago 2009, às 23:39

 

Uma das imagens de marca deste governo é a ausência de responsabilidade perante acções cometidas contra o interesse público. Foram várias as situações onde o Estado foi lesado, pela acção de ministros ou através de episódios menos “éticos”, colocando em causa o bem comum. Infelizmente para todos nós, essas situações foram sempre ultrapassadas sem consequências políticas para quem esteve envolvido nesses actos irresponsáveis.

 

João Pedroso recebeu milhares de euros do Ministério da Educação por  fazer página e meia de relatório e tudo continuou como se nada tivesse acontecido. O ministro Mário Lino fez um negócio ruinoso para o Estado com a Mota-Engil, do socialista Jorge Coelho, e tudo permaneceu igual.  Ontem ficamos a saber que o assessor jurídico do Ministério da Saúde, que ajudou a elaborar a lei que permite a abertura de farmácias em hospitais, em jeito de “coincidência”, partilha o escritório com um advogado que, só por acaso, terá ajudado a vencer cinco dos seis concursos públicos já realizados nesse âmbito. Foi apenas um feliz "acaso". Também ontem fomos informados que o Ministério da Administração Interna, num acto de “transparência politica”, vai avançar para o ajuste directo na compra de 95 novos veículos para os bombeiros.  Outro bom exemplo foi o caso do ajuste directo à JP Sá Couto de um negócio de mihões. Como sempre, foram terceiros os responsáveis: neste caso as empresas privadas de telecomunicações, aglutinadas numa estranha fundação (relembrando o episódio Armando Vara) que ainda ninguém percebeu como funciona. E a verdade é que ninguém assumui responsabilidades políticas perante estes negociatas. Será tudo isto é normal num governo?

 

(foto do i)

 



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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