Sábado, 15 de Agosto de 2009
publicado por Jamais em 15 Ago 2009, às 02:06

Daqui a um ano, o que ficará da maioria Sócrates, para lá dos balões vazios a que delirantemente se chamaram reformas, é o alívio da canga da governação que preferiu o controle à inteligência.

Há cinco anos, o que o Partido Socialista tinha para dar era um chefe. Ao princípio a ilusão funcionou pela carranca, mas quando cedo se percebeu que o chefe, apesar de estudar ao domingo, não tinha lido os livros até ao fim, o Partido Socialista continuou a dar-nos o que tinha: o chefe.

E para que não se perceba que o rei vai nu? Tapa-se á bruta, assim pensou e melhor o fez o Dupont Pereira.
Daí ao desvelo com o que a dra. Moreira castigou prof. Charrua foi só um passo que acabou na vergonha do procurador compadre no EUROJUST que, misteriosamente, ninguém demite. Até podiam ser casos, mas infelizmente são exemplos de um período em que a polícia visitou mais vezes os sindicatos que os marginais.

Mas a liberdade, a ausência de coerção por terceiros, pode ser-nos subtraída de muitas maneiras e talvez a mais insidiosa seja a que parte da falta de transparência na gestão da coisa pública e que instala, ‘pour cause', um regime de pequenos medos, subserviências e necessidades.
Ora o balanço destes cinco anos será curto, mas demonstra a aversão do Partido Socialista a tratar a coisa pública com encomenda pública. Os concursos públicos, ao contrário do que o Partido Socialista quis fazer crer, não são coisa má, um empecilho. São garantia de rigor na gestão do nosso dinheiro.

O Partido Socialista fez tudo para não transpor a directiva da contratação pública e quando o fez deixou ardilosamente de fora as empresas públicas. Depois, á boleia da crise, fizeram do ajuste directo o seu modelo recorrente.
Com concursos precisaríamos menos da polícia, como acontece no caso dos contentores, onde se assinou um contrato "ruinoso " na opinião do TC.

Sem surpresa. Afinal o chefe - quiseram fazer-nos crer - era o homem determinado que nos tinha dado a coincineração contra os velhos do Restelo. A ideia de pagar às cimenteiras para receber combustível continua de pé. Só não serve para resíduos perigosos hoje tratados nos CIRVER, iniciativa do Governo Barroso, de que o chefe disse cobras e lagartos mas que tem o descaramento de incluir no seu rol de feitos por ter herdado a contra gosto, o concurso da atribuição dessas licenças.
São, sobretudo, estas as diferenças que se avaliam em Setembro.
 

José Eduardo Martins

Publicado no Diário Económico


4 comentários:
De Mário Alves a 15 de Agosto de 2009 às 03:13
A "classe" que este sr. deputado da nação demonstra é confrangedora, como fica bem patente no primeiro terço deste texto. Pensei que o Jamais, apesar do nome e do "design", fosse superior a isto.


De Mário Cruz a 15 de Agosto de 2009 às 19:37
A sua "classe" Mário Alves, ao fazer este comentário, parece-me bem pior.


De Mário Alves a 16 de Agosto de 2009 às 03:28
Peço desculpa se o ofendi, caro Mário Cruz, mas não me parece que insinuações insípidas e expressões como "estudar ao domingo", "Dupont Pereira" e o habitual caso "Eurojust", da forma leviana como é habitualmente tratado, sejam dignificantes de quem tem responsabilidades políticas no parlamento.
Mas note, defendo isto para todos os partidos, gostava apenas que o debate político fosse feito com nível elevado e argumentos fundamentados ao invés das acusações ocas e vãs que marcaram esta legislatura


De Núncio a 15 de Agosto de 2009 às 13:45
O caso do último parágrafo é o exemplo de toda uma legislatura.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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