Sábado, 15 de Agosto de 2009
publicado por Maria João Marques em 15 Ago 2009, às 13:17

Como bem repara a Sofia, a maioria dos grandes indignados pelas listas de candidatos do PSD nunca teve grande (se alguma) convicção em votar em MFL e no PSD e fazem agora o choradinho mais para menorizar a imagem de seriedade de MFL do que por súbita orfandade eleitoral. Se há quem valorize mais a escolha de dois arguidos para as listas de candidatos a deputados do que os imbróglios da licenciatura na Independente, os projectos de 'arquitectura' das casas beirãs, os casos Freeport e Cova da Beira, as pressões sobre Lopes da Mota, o contrato com a Liscont, eu digo: votem no PS nas legislativas, que não lhes trema a mão; se o PS ganhar, terão o que merecem (os filhos é que talvez não, coitados, com tudo o que terão para pagar).

 

Recordemos, no entanto, que esta imagem de seriedade não incomoda jornalistas/comentadores só agora. No ano passado, com a (muito boa) escolha de Pedro Santana Lopes para disputar a Câmara Municipal de Lisboa, também já houve este esboço de discurso de perda de credibilidade de MFL por associar-se com PSL. Que só se esbateu porque se percebeu que PSL até pode ganhar a câmara e não é só aos governos que convém não hostilizar muito a opinião pública; a opinião publicada também ganha em parecer que tem algumas reminiscências com a opinião pública e que, no fundo, a representa.

 

Lamento informar que a estratégia 'arguidos nas listas' terá tanto sucesso como a estratégia 'PSL': não abanará a imagem de seriedade de MFL. É que esta imagem, longe de fabricada, é-lhe intrínseca. E, por mais que se esforcem, nenhum caso de MFL se aproximará palidamente aos que envolvem o candidato a PM do PS. E as pessoas não são burras.



Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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