Sábado, 25 de Julho de 2009
publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 25 Jul 2009, às 13:19

O lançamento deste blogue faz-se numa altura em que me encontro longe de Portugal: revisito treze anos depois um país que conheceu na última década um crescimento visível no plano económico e social. Um dos muitos com quem Portugal tem perdido a batalha pela competitividade no mundo global.

 

O nosso cantinho luso, estagnou. O que nos trouxeram os últimos 14 anos de pós-cavaquismo? Desde 1995, 11 de governação socialista deixaram o país deficitário, mergulhado numa enorme crise de emprego e, mais grave do que isso, com largas franjas da população incapazes de competir num mundo global em mutação acelerada. 11 anos de governação onde há um totalista: José Sócrates.

 

O PS, que assumiu os destinos de Portugal no pós-cavaquismo, quer agora aparecer ao eleitorado sem ter de prestar contas, virginal, empurrando todas as responsabilidades pelo estado da Nação para uma coligação eleitoral que apenas pontificou no Poder durante 3 anos (e, recorde-se, de uma forma atípica, na sequência do "pântano guterrista").

 

Nestas eleições, infelizmente, não vamos avaliar a nossas escolhas em função das dicotomias esquerda/direita, nem nos basta saber qual a corrente ideológica que melhor poderá servir o futuro do país. Infelizmente, porque isso significa que estamos próximos do grau 0 da política.

 

O que se joga em finais de Setembro resume-se em duas breves interrogações: queremos continuar a apostar num PS inimputável, que quase quinze anos depois, escondendo no marketing e na imagem os resultados sofríveis da sua governação, se quer apresentar ao país como se nada do que tem ocorrido resulte da sua acção? Ou preferimos um PSD que, embora ainda em construção, quer Falar Verdade aos Portugueses e governar com sentido de responsabilidade?

 

As minhas motivações são simples: 11 de anos de socialismo, nos últimos 14 anos, para mim, bastam. Estou cansado de ver o meu país adiado, anestesiado por vendedores de fábulas, por políticos que não falam verdade aos eleitores. 


1 comentário:
De Pedro Barbosa Pinto a 25 de Julho de 2009 às 18:20
Uns estão cansados de 11 anos de vendedores de fábulas, outros estão cansados de 34 anos de políticos que não falam verdade aos eleitores e outros ainda estão cansados de 99 anos de uma mistura dessas duas espécies de vigaristas.
A verdade é que hora a hora esta merda piora!
Como muito bem diz o Dragão: Entre o Pinóquio e a Bruxa... (http://dragoscopio.blogspot.com/2009/07/entre-o-pinoquio-e-bruxa.html)


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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