Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
publicado por José Gomes André em 17 Ago 2009, às 17:59

Em breve complemento ao texto do Nuno Gouveia, registo de facto com curiosidade esta estratégia do PS: enquanto figuras de proa do partido vão tecendo aproximações à extrema-esquerda (vide Ferro Rodrigues ou Paulo Pedroso), outros militantes e futuros deputados socialistas (vejam-se este, este ou este caso) vão enxovalhando o Bloco de Esquerda e o PCP.

 

Percebe-se a ideia: tenta assim o PS obter uma maior abrangência eleitoral, falando ora à extrema-esquerda, ora distanciando-se dela. Resta saber se não lhe sai o tiro pela culatra: a meu ver, arrisca-se tanto a alienar votos à "esquerda da esquerda" (que não gosta nem um pouco desta crítica rasteira aos seus ideais), como a hostilizar o centro (que olha com terror para a hipótese de a extrema-esquerda regressar ao poder em Portugal). Seria bem interessante ouvir José Sócrates sobre esta matéria.


4 comentários:
De Anónimo a 17 de Agosto de 2009 às 18:33
E para quê?
Dirá uma coisa à Segunda e o seu contrário nos restantes dias da semana.Se necessário for, dirá ainda que não disse nada disso...


De José Gomes André a 17 de Agosto de 2009 às 22:41
E ainda assim, valeria a pena.


De Jorge Assunção a 17 de Agosto de 2009 às 19:39
"tenta assim o PS obter uma maior abrangência eleitoral, falando ora à extrema-esquerda, ora distanciando-se dela."

Concordo, José. Já nas eleições europeias, com as posições diferenciadas entre o candidato Vital e o secretário-geral José Sócrates, haviam tentado esquema semelhante, o resultado foi o conhecido. Um abraço (e bem-vindo das férias).


De José Gomes André a 17 de Agosto de 2009 às 22:42
Pois também acho que isto é capaz de ter mau resultado. Não que me importe muito. Um abraço, caro Jorge (pós-férias...)!


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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