Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
publicado por José Pacheco Pereira em 17 Ago 2009, às 22:47

 

    Quanto ao que “está por trás”, que tanto indignou o Ministro do Trabalho? O que “está por trás”? Não é preciso insinuar nada, basta dizer: o que “está por trás” é uma maneira de governar que leva para dentro dos gabinetes tudo o que é negócio, é uma maneira de governar que privilegia o ajuste directo ao concurso público, é uma maneira de governar que, dentro dessa discricionariedade, premeia os obedientes e os amigos e pune os que não se dobram.

 

    Os casos referidos por Aguiar Branco, todos eles tendo suscitado perguntas e esclarecimentos, até agora por responder, quer por parte do Tribunal de Contas, quer da opinião pública, quer de todos os partidos da oposição - “os contratos dos contentores de Alcântara, (…) o financiamento dos computadores Magalhães, (…) a Fundação das Telecomunicações para as Redes Móveis”, caem sob esta alçada e são exemplares de uma maneira, chamemos-lhe assim, muito “desenvolta” de governar face à lei.

 

    O que “está por trás” é a crescente invasão do Estado, a pretexto da “crise”, na esfera da economia privada, destruindo a escassa autonomia que se tinha conseguido conquistar na sociedade portuguesa e é a utilização do poder político para reforçar o controlo do governo e do PS sobre tudo o que lhe escapa. É o caso do “do que estaria por detrás do negócio da TVI”, sobre o qual o Primeiro-Ministro mentiu no Parlamento.

 

    E o que “está por trás” é esta regra estrutural: mais discricionariedade, mais corrupção. Ou uma sua variante: menos controlo público (tribunais, parlamento), mais corrupção.

 

Não penso que estas questões  devam ser o centro da campanha eleitoral por si só, embora elas comuniquem com muito do que está errado na actual governação. Mas recuso qualquer inibição para discuti-las, tanto mais que elas fazem parte daquilo que o PS, a abarrotar de promessas todos os dias, não quer discutir: o balanço deste governo e deste Primeiro-Ministro, José Sócrates.




Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
Vídeo da Semana
autores
posts recentes

Valeu a pena dizer "Jamai...

...

A luta continua.

Até amanhã camaradas

Post final

O novo PSD

"Obrigado Manuela", segui...

Saudações democráticas

Parabéns ao PS

No dia 27, vamos todos vo...

últ. comentários
O Sôtor Elisio Maia fala assim porque depende do a...
ótimo blog, parabéns...
Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
Caro amigo anónimo, de facto encontro alguma razão...
meu caro amigo, não duvido das suas competências.....
está completamente certa. Mais... o 12º é pior, po...
nao faz a minima ideia de como existem formandos a...
Esta afirmação de Platão devia estar melhor docume...
Escandalizam-me reflexões como as do artigo da Sra...
mais comentados
links
arquivos

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

subscrever feeds