Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 19 Ago 2009, às 10:26

Propor “um pacto para a internacionalização das empresas portuguesas” é, isso sim, um forma de proteccionismo. Tão forte, tão grave, quanto impedir ou dificultar as importações. O país não precisa de exportar, principalmente, não precisa de exportar bens que já não interessam aos outros. O país, vamos falar antes dos cidadãos: As pessoas precisam é de ter acesso a bens baratos e de melhor qualidade.

 

Governar para a estatística e com vista à satisfação dos interesses comerciais de alguns foi sempre o ponto forte das correntes socialistas e, em Portugal, como aliás no mundo inteiro, foi ‘chão que já deu uvas’. É tempo de deixarmos de lado os grandes desígnios nacionais pensados e escolhidos nos gabinetes ministeriais, mais os sonhos inférteis de quem acha que governar é como jogar SimCity.


1 comentário:
De Hugo Mendes a 19 de Agosto de 2009 às 13:42
André,

O "proteccionismo" tem infelizmente as costas um bocadinho mais largas. Se baixas os impostos para as empresas - imagino que um putativo programa do PSD preveja isto -, então é proteccionismo. Se dás créditos fiscais, é proteccionismo. Se promoves linhas de crédito, é proteccionismo. E se promoves a longa escolarização da população - porque as empresas são feitas de trabalhadores, e o Estado ao pagar a sua formaçao está a subsidiar as empresas desse país - é proteccionismo.
No limite, qualquer produção de bens públicos pelo Estado implica algum proteccionismo. Como sabes, qualquer Estado do mundo o faz. A questão é como encontramos regras mínimas a nível internacional que evitem que a competição seja demasiado viciada (mas viciada será sempre, por motivos óbvios).
Mas há economias com padroes claros; para simplificar: economias onde as empresas se especializaram em ganhar mercados externos (e desculpa, mas foram sempre de uma ou de outra forma apoiadas pelos Estados, embora possamos sempre discutir que apoios são esses), e economias onde os grupos que podiam ter apostado mais nos mercados externos preferiram o conforto do mercado interno, em particular dos serviços, onde a concorrência internacional é baixa, o dinheiro fácil, e onde as actividades são de cariz rentista.

Hoje ou amanha escrevo qualquer coisa sobre isto no Simplex com mais calma.

abraço
Hugo


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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