Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
publicado por Miguel Reis Cunha em 19 Ago 2009, às 11:04

As suspeições de que falava Aguiar Branco estão perfeitamente identificadas e justificadas, tal como refere Pacheco Pereira nos seus 3 últimos posts.
Não há, pois, lugar a Madalenas ofendidas, nem a lágrimas de crocodilo.
São factos, são dúvidas, são suspeições que, pela sua natureza e frequência, têm toda a pertinência e razão de ser.
Agora, fala-se em assessores de Sócrates que se sentam em mesas para as quais não foram, sequer, convidados.
Estranha-se, pois, que  Sócrates apelide Manuela Ferreira Leite de Salazarista quando, a confirmarem-se, estes factos fazem-nos lembrar os métodos mais próprios da polícia secreta dessa época.
Não esqueçamos também o episódio do processo disciplinar da Direcção Regional de Educação do Norte ou a identificação policial dos professores, etc.etc, etc..
A manutenção no poder do PS irá alimentar também a manutenção ou até mesmo o recrudescimento destas formas antidemocráticas de actuação e só a rotatividade e a mudança de governo garantirão o fim destes abusos.

P.S.- Já agora, não se arroga  o partido socialista de ser o arauto e herdeiro dos valores e utopias do 25 de Abril ? Não invoca ser o guardião dos Direitos, Liberdades e Garantias ?
Vê-se !
 


9 comentários:
De Inês Meneses a 19 de Agosto de 2009 às 11:55
Era isso que a PIDE fazia? Sentavam-se, sem pingo de educação, sem terem sido convidados?
...Miguel, isto não lhe soa mal, mesmo a si?


De Miguel Reis Cunha a 19 de Agosto de 2009 às 13:24
Inês,
De facto, as técnicas da dissimulação e da intimidação com fins ou efeitos políticos fazem-me lembrar as técnicas da PIDE e veja que, por exemplo, a propósito do processo disciplinar da DREN ou da identificação dos profs. vários foram os que recordaram a polícia política do tempo da outra senhora...


De Inês Meneses a 19 de Agosto de 2009 às 14:19
Não sei se é falta de memória, se falta de vergonha...


De ana a 19 de Agosto de 2009 às 13:50
Sei lá, não pode o Rui Paulo Figueiredo ter-se só sentado na famosa mesa apenas por não ter lugar noutro sítio? E que conversas seriam essas, tão melindrosas? Num jantar na Madeira? Falava-se de copos, era isso? E quem eram as ilustres personagens incomodadas com a presença de um assessor do Sócrates? Tinham medo que ele reparasse na falta de maneiras à mesa? Isto é tão parvo, mas tão parvo...


De Inês Meneses a 19 de Agosto de 2009 às 14:54
Fica ainda a questão de saber que Gabinete da PR é este, que discute questões sigilosas em jantares públicos...


De Miguel Reis Cunha a 19 de Agosto de 2009 às 23:41
Pois, quanto à memória parece que as técnicas do "bufo" e do "infiltrado" eram mesmo das mais usadas ali para os lados do número 22 da rua António Maria Cardoso.

Quanto ao assessor, se calhar ele quis mesmo foi jantar à borla, não é ? E, já agora, depois veio o coelhinho e comeu...


De ana a 20 de Agosto de 2009 às 01:35
Bem, se ele estava lá e era convidado..., não vejo outra razão para estar no jantar, deixe lá de ser parvo! E, para informação, infiltrado implica que ninguém deveria saber quem ele era. Nem percebo se está a querer justificar o injustificável, se está a branquear a PIDE. De qualquer maneira, isto é tao idiota...


De Miguel Reis Cunha a 20 de Agosto de 2009 às 15:41
Querida Ana,
Aconselho-a a ler melhor os links antes de se pôr a debitar as habituais ofensas e insultos que, como diz, José Sócrates, é o argumento dos fracos.
A notícia diz (e passo a citar) "terá violado as regras protocolares ao sentar-se, "sem ser convidado, na mesa de outros membros da comitiva"".
Qual foi a parte que não percebeu ?


De Maria a 23 de Agosto de 2009 às 17:25
Há discussões que são mesmo de quem não tem mais que fazer e em que gastar o tempo. Que eu saiba, e eu sei de protocolo, ninguém ocupa lugar numa mesa sem que para tal, o seu nome esteja mencionado... Querem fazer de todos parvos? Isto não passa de manobras dos "despeitados PSD's " e acólitos do Prof.., que, é um "sonso" que parece que não mata uma mosca, mas tem mais veneno que uma "cobra capelo". E mais não digo.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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