Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 20 Ago 2009, às 11:24

Incomoda-me imenso ver pessoas que, em vez de discutirem com seriedade os temas, se limitam a desqualificar tanto o adversário como a própria discussão. É isso que o João Galamba faz no texto que não se pode dizer que seja uma «resposta» ao meu.

O João Galamba limita-se a escrever que os liberais são todos tolos, uns burrinhos. Que só ele e os que como ele pensam é que percebem a realidade, que só ele e os que como ele pensam é que são os iluminados. Presunção e água benta, caro João Galamba, cada um toma a que quer.
Pois, João Galamba, deixa-me dizer que não sou contra toda e qualquer política pública precisamente por compreender que a realidade não é algo que possa mudar da noite para o dia, ou por decreto, sei lá. Percebo que em situações delicadas é estritamente necessário que haja alguma intervenção, pois o contrário significaria algo que nenhum de nós quer. No entanto, tenho, sim, como referência o liberalismo (ao contrário do João Galamba, cuja referência é o socialismo) e oponho-me a intervenções exageradas, inúteis ou, simplesmente, despropositadas.  Oponho-me a que metade da riqueza produzida pelo país seja gasta pelo governo, que se esforça por aumentar o período de campanha.
E com isto não estou a dizer que não há benefícios – o João Galamba mais uma vez não leu isso nos meus textos. Não digo que não há, da mesma forma que não digo que há. Porquê? Porque não importa para o caso. O que me importa é que numa democracia a sério, e não nestas fantochadas que os adeptos do socialismo-democrático querem transformar os países, as pessoas têm de ter o direito a usufruir ao máximo dos resultados do seu trabalho, as pessoas têm de ter o direito a viver em liberdade, sem que o colectivo passe o tempo a imiscuir-se na privacidade de cada um. Coisas que para o João Galamba não têm valor. Vou propor, então, um exercício ao João, que ele certamente perceberá. Se eu chegar ao pé do João Galamba e lhe tirar a carteira e, com esse dinheiro, comprar um par de sapatos para mim, vou tirar daí um benefício incontestável – eu tenho um par de sapatos novos. Mas será que o que fiz foi eticamente aceitável? Vá lá, João. É uma oportunidade para que, finalmente, se eleve o debate.


Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
Vídeo da Semana
autores
posts recentes

Valeu a pena dizer "Jamai...

...

A luta continua.

Até amanhã camaradas

Post final

O novo PSD

"Obrigado Manuela", segui...

Saudações democráticas

Parabéns ao PS

No dia 27, vamos todos vo...

últ. comentários
O Sôtor Elisio Maia fala assim porque depende do a...
ótimo blog, parabéns...
Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
Conversa de urinol ..... caro boy PS!!!
Caro amigo anónimo, de facto encontro alguma razão...
meu caro amigo, não duvido das suas competências.....
está completamente certa. Mais... o 12º é pior, po...
nao faz a minima ideia de como existem formandos a...
Esta afirmação de Platão devia estar melhor docume...
Escandalizam-me reflexões como as do artigo da Sra...
mais comentados
links
arquivos

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

subscrever feeds