Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
publicado por Sofia Rocha em 20 Ago 2009, às 12:06

 

 

( Publicado hoje no DE )

 

 

A força é aquilo que pode alterar o estado de repouso ou de movimento de um corpo, ou de deformá-lo.

O Governo socialista entende que só o Estado tem esta força. A capacidade de alterar, movimentar ou de (de)formar. A presente governação fala exclusivamente do vector Estado. Todavia, esta força mais parece uma força centrífuga.

Ora, o Estado não pode nem deve fazer tudo. Os portugueses sabem e compreendem que já não podem olhar para a função pública como a única fonte de emprego, nem as empresas podem viver de subsídios estatais. Temos de crescer economicamente, aumentar a nossa produtividade. A recessão passará e o país tem de estar preparado para fazer parte do crescimento mundial. Aliás, só este crescimento poderá sustentar as indispensáveis prestações sociais. Temos de ambicionar: melhorar a competitividade das empresas, sobretudo das PME; diminuir o desemprego; reduzir drasticamente os privilégios (nomeadamente os do Estado); adoptar um novo modelo de Governação; não hipotecar as gerações futuras.

As grandes obras públicas, as grandes reformas do Estado (Educação, Justiça), as energias renováveis, ou a nanotecnologia, fazem parte de um conjunto de medidas ou políticas que embora necessárias, demoram muitos anos a produzir efeitos visíveis no crescimento económico.

As PME são o verdadeiro motor da nossa economia (representam 99% do tecido empresarial) e a principal fonte de emprego do país (responsáveis por mais de dois milhões de postos de trabalho), é forçoso que o Estado adopte medidas que aumentem a competitividade destas - ainda que perca receita.

Colocando as PME no centro da política económica, aumentaremos a produtividade e o emprego. Devemos adoptar as medidas que se traduzem em crescimento imediato. Impõe-se que o Estado pague imediatamente as suas dívidas e que adopte as medidas que possibilitem a participação das PME nas compras e contratação pública, revendo os critérios desta - em regra, de dimensão e não qualitativos - para que não prejudiquem as PME.

As pessoas, a sociedade civil, as entidades privadas, as associações privadas de solidariedade social, as corporações, os sindicatos, o diálogo e a concertação social são, para o Governo socialista, como na força centrífuga, um mero referencial inercial, isto é, sem aceleração.

É um grande erro pensar que o Estado pode e deve fazer tudo. Além do mais, constata-se que contraria as mais elementares leis da Física. A Força pode mudar um corpo. Contudo, a força centrífuga é uma pseudo-força ou força inercial - não é uma força real. É uma força aparente.


2 comentários:
De NP a 20 de Agosto de 2009 às 13:21
Uma prosa muito bonita para preencher um espaço vazio num jornal.

Ideias para concretizar os bonitos desejos de crescimento que são expressos? Zero.
Soluções ou propostas para resolver as questões referidas? Zero.

Se o espaço continuasse vazio podia ao menos ser rentabilizado com publicidade, mas todos sabemos que os anunciantes também estão a sofrer com esta crise.

P.S.: Qual é a relação da força centrífuga com o teor do texto?


De Francisco Santos a 23 de Agosto de 2009 às 09:15
E se... de repente... as PME não consigam sair nas notïcias? Isto é, se o apoio e polïticas pró-PME não for um apoio que se possa demosntrar claramente. Do género: - "Em 2008 criámos x postos de trabalho!" ou -" As polïticas de apoio às PME resultaram no crescimento dos lucros das mesmas em x% no ano de 2007." Então atë se percebe, o que não é o mesmo que dizer que se aceita, porque é que não compensam as polïticias pró-PME. Já as Grandes Empresas, sendo mais fáceis de demonstrar, surtem melhores efeitos mediáticos e instantâneos (creio) quando se pretende demonstrar para o público, para o eleitorado, aquilo que se fez num mandato.
Por outro lado, posso estar completamente errado e o melhor é mesmo discutir os espaços para artigos e publicidade nos meios de comunicação sociais (democratas ou -listas).


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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