Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
publicado por André Abrantes Amaral em 20 Ago 2009, às 12:21

O João Galamba repete à exaustão que quem não vê com bons olhos os apoios às empresas não conhece a realidade e sofre de utopia. É bonito, e fácil também, atirar palavrões para cima dos outros. O problema é que todas estas palavras chave, por serem de utilização fácil, têm duplo sentido. Aplicam-se tão bem num campo como no outro. É assim que tanto se pode apelidar de utópico aquele que não acredita nos apoios directos do Estado como aquele que acredita. O João não vê, recusa-se a ver e até a reconhecer o naturalmente óbvio: Qualquer ajuda do Estado a uma empresa, pressupõe o prejuízo de outra empresa e dos cidadãos. Quer através de impostos, quer criando e incentivando concorrentes que só se podem apelidar de desleais. Dir-se-á que é uma forma de as empresas portuguesas se poderem internacionalizar, conseguirem exportar. A pergunta que se faz é esta: Por que motivo vamos cobrar impostos para financiarmos empresas quando a redução desses mesmos impostos já seria ajuda suficiente?

 

Só vejo uma resposta. Uma única razão: A necessidade de o Estado manter o seu poder sobre os cidadãos e as empresas. Quem dá também tira. Quem tira também pode dar. Tirando isto, não vejo mais nada, pois nunca vislumbrei e não vem em qualquer manual de política, economia, filosofia minimamente recomendáveis, que um político quando ascende ao poder, adquira poderes mágicos e se torne um gestor fora de série.


1 comentário:
De Alcântara a 20 de Agosto de 2009 às 13:35
Esse sr. Galamba merece assim tanta "tecla"? De "chicos-espertos" está este país cheio.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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