Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
publicado por Vasco Graça Moura em 24 Set 2009, às 18:19 | jamés (12)

Na outra senhora, havia uns sujeitos de gabardine e bloco-notas em punho que iam assistir a colóquios e outras manifestações políticas ditas subversivas. Essa era uma das mais sintomáticas manifestações da asfixia democrática desses tempos. Quem fosse assistir ou interviesse sujeitava-se a várias consequências desagradáveis.

 

Actualmente, os métodos podem ter mudado, e já não haverá um tipo de gabardina e óculos escuros a fiscalizar o que se passa, mas o espírito de denúncia, de manobra inquisitorial e de asfixia democrática mantém-se. Veja-se o que o ministro Santos Silva, émulo dos Torquemadas e Savonarolas da pureza de sangue ideológico e da repressão da batota eleitoral, acaba de debitar sobre o facto de José Manuel Fernandes se ter deslocado a Rio Maior para assistir a um acto de campanha eleitoral do PSD e do CDS.

Espera-se que a lição tenha escarmentado José Manuel Fernandes e que, para a próxima, ele não se esqueça de pedir autorização, livre-trânsito e passaporte ao Partido Socialista ou a algum dos seus responsáveis mais grados. Porque o respeitinho é muito bonito, este Governo é muito poderoso e quem se atreva a não bajular devidamente o PS leva nas trombas ou na carreira profissional…

 



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publicado por Miguel Noronha em 24 Set 2009, às 15:17 | jamés (4)

Comissão Europeia considera incerta a construção da linha de TGV Lisboa-Madrid



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publicado por Nuno Gouveia em 24 Set 2009, às 15:09 | jamés (2)

Nestas eleições há dois objectivos: derrotar José Sócrates e criar condições para uma nova maioria. E as coisas são muito simples, apesar da confusão que por aí vai. Isto só tem hipóteses de acontecer se o PSD vencer as eleições. O CDS até poderia ter 11%, que se o PS tiver mais um voto que o PSD, José Sócrates irá continuar a governar Portugal. O único voto seguro para afastar o PS do poder é no PSD. Não tenhamos ilusões. 

 

Publicado também no 31 da Armada.

 



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publicado por Nuno Gouveia em 24 Set 2009, às 14:55 | jamés (1)

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publicado por Sofia Rocha em 24 Set 2009, às 13:51

Já está à venda, mas parece que é só on-line.



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publicado por Nuno Gouveia em 24 Set 2009, às 13:50

 

Debate entre os blogues Jamais e Simplex, hoje às 15h, no Anfiteatro 6 da Faculdade de Direito de Lisboa (Cidade Universitária), com entrada livre.

 

Do nosso lado participam André Abrantes Amaral, Paulo Marcelo e Rodrigo Adão da Fonseca. A não perder. 

 



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publicado por Sofia Rocha em 24 Set 2009, às 13:41 | jamés (5)

Não há partidarização" do Conselho da Magistratura

 

 

" No pasa nada."

" Por supuesto."

 



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publicado por Manuel Pinheiro em 24 Set 2009, às 12:06 | jamés (3)

«Existe no Portugal “bem pensante”, evidentemente todo ele de esquerda porque detentor de uma “superioridade intelectual”, uma fobia: a da mudança.

O chamado progressismo socialista português é terrivelmente conservador, não no sentido original de prudência, respeito pelas tradições, costumes e diálogo intergeracional, mas sim conservador nas suas opções económicas e sociais, comprovadamente falhadas, de melhoria das condições de vida dos Portugueses.

O que os Portugueses decidirão no próximo dia 27 é se querem manter o rumo imposto por sucessivas governações de esquerda: de continuo empobrecimento do país e das famílias; de uma cada vez maior dependência do Estado; da contínua sonegação da liberdade e do espaço da sociedade civil. Este é o conservadorismo da esquerda que, sob a capa de uma agenda progressista de pacotilha em temas onde incautamente embarca, receia a mudança.

Porque sou democrata, porque acredito nas pessoas, porque acredito na livre iniciativa, porque acredito na mobilidade social, estou certa que no Domingo os Portugueses, contra todas as actuais expectativas, quererão mudar. Para isso basta ir votar.»

 

Eugénia Gamboa, no blogue do IFSC



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publicado por Nuno Gouveia em 24 Set 2009, às 11:45 | jamés (2)

A campanha socialista tem sido manchada por uma raiva contra a líder do PSD que deveria envergonhar qualquer democrata. A alusão a Salazar, feita por José Junqueiro, foi o mais recente episódio, mostrando que 35 anos de democracia não foram suficientes para o PS exorcizar o Estado Novo. As constantes referências ao salazarismo e à extrema-direita são um reflexo deste complexo democrático dos dirigentes socialistas, que prosseguem com uma agenda obscurantista contra o PSD, tantas vezes ensaiada no passado.

Uma sociedade democrática assenta em diferenças ideológicas, que nesta campanha manifestaram-se de forma evidente, mas o recurso ao “papão” fascista evidencia as dificuldades com que este PS convive com a diversidade. No domingo os portugueses vão ter a oportunidade de provar que conhecem bem a essência democrática do PSD, e que não se assustam com esta argumentação de baixo nível. Pena é que o PS ainda precise de invocar Salazar em 2009 para tentar vencer eleições. Não há melhores argumentos?

 

(publicado hoje no Diário Económico)

 



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publicado por Miguel Morgado em 24 Set 2009, às 11:31
Em campanha eleitoral é costume recorrer a argumentos de ataque ao adversário. Não há mal nenhum nisso. Mas o PS optou por invocar o fantasma do salazarismo no ataque a Manuela Ferreira Leite. Os arautos socialistas da democracia precisam de saber que o seu comportamento é, sem qualquer exagero, anti-democrático, e que, por isso, precisam de umas liçõezinhas de democracia.
Ao acenar com o espectro do papão da política portuguesa - pois é esse sobretudo o papel que Salazar desempenha no nosso empobrecido discurso político - o PS trata os portugueses como criancinhas que se recusam a comer a sopa. Amedrontam os portugueses com mentiras. Ao infatilizar o eleitorado, o PS atenta directamente contra o espírito democrático na medida em que a democracia é o regime que precisamente retira todas as consequências da recusa de tratar os cidadãos de uma mesma comunidade política como crianças ou como retardados. O discurso do PS é tipicamente "paternalista" - e, nessa medida, tresanda a Antigo Regime. Não pode, portanto, ter lugar num espaço público livre e democrático.
Em segundo lugar, anatemizar um adversário - já que é esse o sentido de, em Portugal, apelidar alguém de "salazarista", "salazarento" ou outra treta qualquer desse tipo - é evidentemente desqualificá-lo. Ora desqualificar um adversário deste modo, através da mentira consciente e da associação histórico-política arbitrária, significa recusar-lhe um estatuto paritário, isto é, significa não aceitar a sua essencial igualdade como interlocutor no espaço público. Não custa muito perceber que essa é uma violação gritante do espírito democrático.
Os democratas que por aí andam a desfilar à espera que se lhes reconheça uma qualquer aura de democraticidade fariam melhor em procurar um espelho. Sempre evitavam o ridículo. E o povo português tem de lhes dizer de uma vez por todas que não admite que o tomem por parvo.


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publicado por Sofia Rocha em 24 Set 2009, às 10:50

É prática em cenários de guerra e faz parte do treino militar, chama-se "Guerra psicológica".

 

Consiste em martelar os ouvidos do inimigo com mensagens desanimadoras do moral, género: " Vão todos morrer".

Também podem ser lançados panfletos por aviões.

 

Hoje e amanhã vão chover do céu, dos jornais e na net, papéis com uns numerozinhos, as famosas sondagens a dar desvantagem ao PSD.

 

Que ninguém arrede pé, é só fumaça.

 



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publicado por Paulo Marcelo em 24 Set 2009, às 10:29

«Como social-democratas, daremos um papel central às questões de solidariedade, não apenas através do Estado, mas aproveitando as solidariedades primárias, das redes sociais e das instituições intermédias, para aliviar a pobreza de uma maneira mais circunstanciada e próxima daqueles que realmente precisam de ajuda, menos “burocrática” e abstracta, e portanto mais eficaz.

 

Encararemos a intervenção do Estado no domínio social com respeito pelo princípio da subsidiariedade, mais focada nas funções de regulação, financiamento e fiscalização, mais
descentralizada na implementação das políticas públicas, com vista a potenciar e articular agentes locais e autarquias, mais simples, sem exigências burocráticas desproporcionadas, e mais transparente.

 

Colocaremos a família na linha da frente das políticas de solidariedade social, convictos de que vários problemas sociais graves – pobreza, abandono e insucesso escolar, envelhecimento demográfico, criminalidade e delinquência juvenil, gravidez adolescente, isolamento e abandono dos idosos – só serão combatidos eficazmente com políticas públicas que valorizem o papel das famílias na estrutura da sociedade portuguesa.»

 

Programa Eleitoral do PSD, página 14



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publicado por Miguel Reis Cunha em 24 Set 2009, às 00:24 | jamés (5)

Há uns dias atrás um conjunto de professores protestava na rua contra a política de educação do governo PS. Inclusive, um dos cartazes exibidos dizia que se estas fossem umas eleições para o Inferno, se se tivesse que escolher entre o Diabo e Sócrates, votariam no Diabo.
Só quem esteve a leste da vida dos professores no ano lectivo transacto é que não se apercebeu verdadeiramente do que foi o seu dia a dia, as pressões, as suas incertezas,  ansiedades e desmotivação. Os professores foram tratados com o maior desprezo pelo PS, tendo-lhes sido imposto um regime de avaliação "feito à martelada", cheio de injustiças e lacunas. Todo o corpo docente serviu de cobaia para experiências que se foram fazendo ao longo do ano lectivo e que eram depois remendadas com mais um decreto-regulamentar, mais um despacho, mais uma portaria que esclarecia, aditava, emendava ou revogava tacitamente (para não dar o braço a torcer) o que semanas antes tinha sido decretado com altivez e arrogância. A esse propósito foram elaborados dezenas de pareceres e informações internas quer pelas Direcções Regionais de Educação, quer pela própria Direcção Geral de Recursos Humanos, obrigando os respectivos juristas a interpretar e aplicar (com grandes  golpes de rins, diga-se) dispositivos legais pessimamente redigidos e até contraditórios.
Em suma, o governo andou a brincar com os professores, fomentando um ambiente de mau estar generalizado. Ainda hoje mesmo muitos deles vivem situações de indefinição e há inúmeros recursos, reclamações e impugnações pendentes que aguardam o desfecho das eleições do próximo domingo.
O PSD é muito claro na página 22 do seu programa ao referir que  “Suspenderemos, (...)  o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, tendo em conta os estudos já efectuados por organizações internacionais, garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis
É óbvio que, para mim, o voto certo seria no PSD de MFL. Mas, para não cair em pretensiosismos, aqui deixo uma mensagem aos professores que visitam o nosso blogue,  fazendo minhas as palavras de ordem de alguns desses professores nessa manifestação “Votem em quem quiserem, menos no PS de Sócrates.”
 

P.S.- Entretanto, para tentar recuperar o voto dos professores, o PS usou mais um golpe baixo. Este ano excepcionalmente as regras de concurso para a colocação de professores foram particularmente "generosas", ao inexistirem  penalizações para mudanças ou rejeições de horários por parte dos professores colocados. Diga-se que também acho positiva a possibilidade dos professores poderem rejeitar ou alterar a sua colocação de acordo com as suas necessidades pessoais. Mas daí a fazerem-no em cima do inicio do ano lectivo, levando a que muitas escolas que tinham as colocações efectuadas estejam, agora, sem professores, só mostra o desespero do PS na conquista de mais votos.



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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
publicado por Pedro Picoito em 23 Set 2009, às 23:38 | jamés (2)

A escassos dias de irmos às urnas, a possibilidade de coligação pós-eleitoral entreo PS e o Bloco de Esquerda veio dramatizar a campanha. Soares diz que o cenário não lhe repugna, Alegre apela à "esquerda possível", Ana Gomes mostra-se mesmo entusiasmada. Paulo Rangel, do outro lado, alerta para o risco de meter os herdeiros do "sistema soviético" no Governo à boleia de Sócrates.

A estratégia dos dois maiores partidos é clara: atrair o máximo número de votos das respectivas áreas políticas. No caso do PSD, isso poderia levar a uma aliança com o CDS. Seria uma reedição da AD de Sá Carneiro e Freitas do Amaral. E da que lhe sucedeu, anos depois, com Durão Barrroso e Paulo Portas. Já quanto ao PS, a coligação com o Bloco é uma absoluta primeira vez. Embora os socialistas, como vimos, não rejeitem o casamento. Perdão, a união de facto.

A questão é saber se o país, mergulhado na crise económica e política, aguenta um regresso ao PREC. 

 

(publicado hoje no Diário Económico)

 



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publicado por Sofia Rocha em 23 Set 2009, às 22:29 | jamés (4)

 

Mário Alberto Nobre Lopes Soares

 

Mario Soares escreveu ontem no DN que " É uma imbecilidade alguém considerar-se " proprietário" dos votos que lhe são atribuídos ou que alguma vez teve" referindo-se obviamente a Manuel Alegre.

Mário Soares já tinha chamado "fanática" a Manuela Ferreira Leite e agora chama " imbecil" a um companheiro de partido e fiel escudeiro de muitos anos.

É esta a campanha elevada que o PS está a fazer.

 



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publicado por Carlos Botelho em 23 Set 2009, às 21:15 | jamés (1)

Quem é?...



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publicado por Maria João Marques em 23 Set 2009, às 21:13 | jamés (7)

"A agência de ‘rating' Standard & Poor's (S&P) prevê que a economia portuguesa caia 4% em 2009 e 1,2% em 2010. 

Nos dois anos seguintes, o panorama não é muito melhor, com um crescimento pouco acima de 1% a agravar a divergência face à zona euro."

 

No DE.



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publicado por Carlos Botelho em 23 Set 2009, às 20:32 | jamés (3)

 

Porquê ouvir-se esta coisa a quatro dias das eleições? Qual é o alcance, a intenção política de se pôr o pensador Valter Lemos a fazer depender a distribuição de Magalhães do "próximo governo" - depois, note-se, da invasiva propaganda "socrática" ter andado estes anos a alimentar as expectativas de milhares de famílias?...

Trata-se de pura chantagem. O governo insulta o público insinuando: se queres os Magalhães com que te acenamos, bom povo, já sabes, vota PS. À imagem do discurso do chefe do governo, é assim que vêem os eleitores - como gente imatura e grosseiramente manipulável. Ora, todas as pessoas sérias sabem a resposta que se deve dar a chantagistas. No dia 27, esta gente terá a resposta merecida.

 



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publicado por Paulo Marcelo em 23 Set 2009, às 20:02

O ministro Pedro Silva Pereira disse hoje em Chaves que «o discurso do PSD tem muito de salazarento». Ontem José Junqueiro, cabeça de lista do PS por Vila Real, comparou o discurso de Manuela Ferreira Leite ao de Salazar. Quero aqui lamentar estes ataques mentirosos e de baixo nível de altos dirigentes socialistas. E lembrar que da última vez que o PS acusou o PSD de ser «salazarento» o PSD ganhou as eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.



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publicado por Sofia Rocha em 23 Set 2009, às 17:49

 P: Como avalia a relação  que o Governo tem mantido com a comunicação social?

 

Pinto Balsemão: "(...) como julgo que existiu neste Governo, um plano para enfranquecer os grupos de comunicação social privados.(...) Encontramos dados objectivos que permitem fundamentar  a existência dessa estratégia de debilitar e enfraquecer os grupos privados. Ainda por cima o ministro que foi escolhido para esta área, Augusto Santos Silva, e já lho disse a ele, foi o pior ministro que houve desde o 25 de Abril. (...)"

 

P: O Governo quis fortalecer o grupo do Estado ou colocar os privados em situação de dependência?

 

Pinto Balsemão: As duas coisas. "

 

Tendo em conta que estamos perante um proprietário de um grupo privado de comunicação social, podemos presumir que saiba bem do que está a falar.

 

 

( Retirado da entrevista de Francisco Pinto Balsemão ao jornal Público de segunda-feira)



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publicado por Sofia Rocha em 23 Set 2009, às 16:07

Fazendo zapping entre os noticiários da  hora de almoço da SIC/TVI ficamos a saber, entre muitas outras coisas, que:

 

- Os reformados e pensionistas pagaram no ano passado mais de 100 milhões de euros de impostos do que no ano transacto;

- 71 milhões de euros da CE ficaram por aplicar na agricultura, o que nos coloca no último lugar do ranking da aplicação dos fundos comunitários;

- O Governo PS suspendeu a atribuição de Magalhães. As associações de pais e professores dizem que se trata de chantagem eleitoral;

- Concorrentes preteridos no fornecimento de helicóptros para o INEM alegam que antes do concurso ter decorrido, já os escolhidos tinham os seus helicóptros pintados de amarelo prontos para a entrega.

 

Assim avança Portugal.



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publicado por Nuno Gouveia em 23 Set 2009, às 15:16 | jamés (4)

O apoio do governo português ao egípcio Farouk Hosni é uma vergonha para a nossa diplomacia. À excepção de Portugal, apenas a Itália de Silvio Berlusconi não votou na  búlgara Irina Bokova, que venceu a eleição. Farouk Hosni é um anti-semita, com declarações no passado contra o estado de Israel e conhecido pelas suas posições de censura e de perseguição a artistas egípcios. O que terá levado o governo português a dar esta indicação de voto ao embaixador português na UNESCO?  


Este governo tem tido posições vergonhosas no que diz respeito à política externa, como ainda recentemente vimos com a deslocação do ministro Luís Amado aos festejos(?) dos 40 anos da ditadura líbia. Também na política externa este governo tem actuado de forma miserável e terceiro-mundista. 

 

Adenda:

Conheça o homem que José Sócrates apoiou para liderar a UNESCO, por Bernard Henri-Lévy



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publicado por Ana Margarida Craveiro em 23 Set 2009, às 14:45

A legislatura em que mais se anunciaram as grandes obras públicas fica afinal marcada por uma forte redução do investimento público. Pelo menos foi isto que aconteceu entre 2005 e 2008. Já este ano, o salto previsto no investimento é grande (o peso na economia salta de 2,1% para 4,2%). O que poderá implicar um grande desperdício de recursos públicos, avisa Valadares Tavares, um dos dois académicos responsáveis pelo Plano de Investimentos em Infra-estruturas Prioritárias.

 

O sublinhado é meu. Quatro anos e meio de pedras lançadas várias vezes, discursos ocos e mentiras várias vezes repetidas, a ver se pegava. Para, no final, apenas se atirar dinheiro ao ar,(na mais inocente das hipóteses), com a mesma irresponsabilidade de quem tanto mentiu antes. Querem mesmo continuar com isto, ou acham que já é tempo de termos um governo?



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publicado por Maria João Marques em 23 Set 2009, às 13:38 | jamés (2)

Contou José Sócrates numa entrevista recente que se juntou ao PSD aos 17 anos porque o partido se chamava social democrata. Vamos por agora esquecer que o PSD se chamava na altura Partido Popular Democrata (com José Sócrates nós já esperamos estas pequenas mentirinhas). Claro, oh mas claro, que devemos admirar imenso e respeitar infinitamente quem tem esta brilhante inteligência de escolher o partido político apenas pelo nome, sem necessidade de averiguar se as políticas lhe merecem um mínimo de concordância. Sobretudo devemos votar em alguém assim. Este método de decisão (o nome das coisas) é muito útil num primeiro-ministro. Desconfio que nesta legislatura (lembremos o Simplex, o PRACE, a Ota, o TGV) já houve muita decisão cujo único ponto positivo foi um nome apelativo.



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publicado por Paulo Marcelo em 23 Set 2009, às 13:23



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publicado por Maria João Marques em 23 Set 2009, às 13:09 | jamés (31)

É conveniente que seja dito claramente: esta campanha eleitoral do PS tem sido um nojo. São as mentiras deliberadas afirmando-se que o PSD propõe o que efectivamente o PSD não propõe. São os constantes ataques pessoais à líder do PSD (com os expoentes de má educação nos Soares pai e filho e no inestimável Junqueiro). É a acusação de maledicência e bota-abaixismo por quem se tem recusado a falar desta legislatura (de tão bem sucedida que foi) e a próxima para atacar apenas a oposição. Sobretudo são as repetidas associações abjectas entre o PSD e Manuela Ferreira Leite e o Estado Novo e Salazar.

 

Eu nasci em 1974 e já não tenho nenhuma questão por resolver com a história portuguesa do sec. XX. Não sinto necessidade de me posicionar pela revolução ou pela reacção. Não admiro o Estado Novo nem os primeiros tempos da 'democracia' pós-abrilista. Não tenho qualquer sentimento de gratidão pelos políticos e militares que terminaram ou pressionaram a ditadura; sinceramente, não fizeram mais do que a sua obrigação. Mário Soares é, para mim, uma figura patética, desagradável e apreciador de tiranetes sul-americanos. Ouvir alguém (tentar) argumentar politicamente chamando o 25 de Abril ou a ditadura que o antecedeu é hilariante - porque não é argumento. Eu não sei que eleitorado o PS pretende atingir com estes supostos argumentos, mas de certeza não é o eleitorado abaixo dos trinta e cinco anos; tirando alguns casos de jovens pouco saudáveis, queremos lá saber de passados anti-salazaristas; estamos preocupados com a falta de emprego, com a quantidade crescente de impostos que pagamos, com a segurança social que não vai assegurar pensões quando for a nossa vez de as receber, com um Estado que por tão grande esmaga a iniciativa privada, com a falta de crescimento económico, com a pouca qualidade dos serviços públicos. Tudo estranhamente ausente da camapnha socialista e substituído pelo nojo que consta no primeiro parágrafo.



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publicado por Nuno Gouveia em 23 Set 2009, às 11:14 | jamés (2)

Sobre José Junqueiro, autor de um dos discursos mais vergonhosos desta campanha eleitoral. 

 

O candidato do PS que gosta de usar discursos de Salazar em (mais uma) manobra suja contra a líder do PSD, é o mesmo homem conhecido por bufar ao ministro da tutela encontros casuais de gestores públicos e pessoas do partido da oposição. Assim se vê em que lado mora a PIDE.


No 31 da Armada


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publicado por Nuno Gouveia em 23 Set 2009, às 11:03 | jamés (7)

Portugal foi o país da União Europeia que mais fundos estruturais perdeu em 2008 

 

Portugal perdeu no ano passado 71 milhões de euros de fundos estruturais comunitários por falta de absorção no prazo previsto, o que representa o valor mais elevado dos 27 países da União Europeia (UE).

 




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publicado por Paulo Marcelo em 23 Set 2009, às 10:15

 

Hugo Chávez começa hoje a oferecer computadores Magalhães (chamados localmente "Canaima") nas escolas da Venezuela, enviando uma saudação especial ao "amigo" José Sócrates. As semelhanças na acção política e na propaganda entre os dois governantes são cada vez mais patentes. Só espero que Portugal não se venha a tornar a "venezuela" da Europa. 



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publicado por Manuel Pinheiro em 23 Set 2009, às 10:01

Segundo o Forum Económico Mundial, os três factores portugueses que recebem as indesejadas medalhas são as restrições da regulamentação laboral, a ineficiência da burocracia administrativa e as regulamentações fiscais. Tudo factores internos nossos. Juntos correspondem a mais de metade do bolo dos problemas, bem longe de outros com presença mais mediática e partidária como a infindável questão das infraestruturas (transporte e outras).

 

Não há crise internacional que explique isto. Há apenas a evidência: anos a fio de socialismo, 4 anos e meio de maioria absoluta de Sócrates e nem o que depende exclusivamente de nós foi feito.



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publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 23 Set 2009, às 00:56

De facto, tenho de concordar com o JPPedrosa, do SIMplex: Francisco Louçã é mesmo um demagogo. Um dia destes ainda o apanhamos, sei lá, a prometer 150 mil empregos! 



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publicado por Rodrigo Adão da Fonseca em 23 Set 2009, às 00:13 | jamés (1)

Na minha humilde opinião, boa parte da suposta "direita" tem vindo a adormecer, desde o início dos anos 90, afastando-se da vida pública, convencida que o modelo capitalista teria eliminado de vez o perigo totalitário do socialismo; a queda do Muro de Berlim foi a pedra de toque que ajudou a reforçar a falsa sensação de que o modelo liberal-capitalista teria vencido, e que o mundo estaria livre de todos os Socialismos. Desde aí, foi-se consolidando na sociedade portuguesa a ideia que as dicotomias “esquerda-direita” estariam ultrapassadas, e o que era importante, mais do que discutir ideologias, seria escolher bons tecnocratas que cuidassem da adequada gestão da coisa pública, de que Cavaco Silva e José Sócrates são exemplos paradigmáticos.

 

 



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publicado por Nuno Gouveia em 23 Set 2009, às 00:10 | jamés (1)

"TGV será o maior fiasco em 50 anos", diz economista

 O economista e professor universitário Álvaro Santos Pereira afirmou hoje que a concretização do projecto português de alta velocidade ferroviária (TGV) no momento actual vai ser "o maior fiasco financeiro dos últimos 50 anos". 
"Estamos a escolher erradamente ao apostar dogmaticamente nos grandes investimentos públicos", afirmou o professor da Universidade de Vancouver (Canadá), durante a conferência "Portugal em Exame", que decorreu hoje em Lisboa.


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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
publicado por Nuno Gouveia em 22 Set 2009, às 23:50

Diz hoje à TVI o advogado do desaparecido Lopes da Mota, que o Ministro da Justiça, Alberto Costa, falou com o Presidente do Eurojust sobre os procuradores que investigam o caso Freeport, como se uma tal conversa não fosse, em si mesma, uma forma de sensibilização...

 

A notícia não deverá ter grande impacto já que o PS não deve considerar que a mesma reveste interesse nacional.

E se o PS continuar no Governo, a seguir às eleições, arrisco que o caso Lopes da Mota será mais um em que a culpa morrerá solteira...

 

Rui Crull Tabosa, no 31 da Armada



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publicado por Carlos Botelho em 22 Set 2009, às 21:15 | jamés (2)

Quem é?...



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publicado por Nuno Gouveia em 22 Set 2009, às 18:30 | jamés (2)

Desemprego já chega aos 10,5% na região Norte

 

A taxa de desemprego da região Norte voltou a agravar-se no segundo trimestre, atingindo 10,5 por cento, com a perda de postos de trabalho a penalizar sobretudo a indústria transformadora e os trabalhadores com menor escolaridade.



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publicado por Paulo Marcelo em 22 Set 2009, às 17:54

 

Debate entre os blogues Jamais e Simplex, na próxima 5.ª feira, 24 Setembro, às15h, no Anfiteatro 6 da Faculdade de Direito de Lisboa (Cidade Universitária), com entrada livre. Confronto entre as ideias e  os programas dos dois maiores partidos a disputar as eleições de Domingo. O moderador será um jornalista do Diário Económico. A coisa promete. Mais pormenores amanhã.



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publicado por André Abrantes Amaral em 22 Set 2009, às 15:34 | jamés (1)

Em 2009 o estado atingiu a nível intolerável da omnipresença. Regula tudo, taxa tudo, inspecciona tudo, fiscaliza tudo. O estado esmaga-nos com impostos que nos tiram metade dos nossos rendimentos. A dívida pública aproxima-se dos 80% do PIB. Pode chegar aos 100% em 3/4 anos. Até esta legislatura, grande parte dos nossos rendimentos têm servido para pagar a despesa corrente do estado. A partir desta legislatura, e devido ao forte endividamento do estado, o nosso ganha pão servirá para pagar a dívida. Já não são serviços públicos. Antes, dívida. Dívida e juros.

 

Em 2009, devido ao grave endividamento do estado, estão em causa os grandes investimentos públicos. Em 2013, é de temer que o Estado não esteja em condições para prestar apoio social condigno.

 

A situação é demasiado grave para que o Eng. Sócrates continue a governar o país.



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publicado por Nuno Gouveia em 22 Set 2009, às 15:14

Leio no “i” que Portugal tem dois milhões de pobres, o mesmo número que há 10 anos. Estes dados são incómodos e provam que o combate à pobreza não tem sido eficaz, desmontando assim a propaganda que José Sócrates tem vindo a imprimir. Portugal continua um país pobre e sem capacidade de gerar riqueza, mas o PS promete continuar no mesmo rumo. 

 



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publicado por Paulo Marcelo em 22 Set 2009, às 14:58 | jamés (5)

Autor de biografia de José Sócrates acusa distribuidor de congelar publicação com medo de represálias. Mas claro que não se falará muito disto porque não interessa à agenda oficial da campanha.



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publicado por Maria João Marques em 22 Set 2009, às 14:02 | jamés (5)

Parece que ASS decretou o fim do tema de campanha do PSD da asfixia democrática com o afastamento pelo PR de Fernando Lima. É caso para dizer: queria, não queria? Os eleitores ainda se recordam dos processos judiciais a jornalistas como o João Miguel Tavares, José Manuel Fernandes, Manuela Moura Guedes. E dos ataques em prime time no congresso do PS ao jornal Público e ao jornal de sexta-feira de MMG. E da forma abrupta como este jornal televisivo foi terminado três semanas antes das eleições legislativas. E dos rumores da saída de JMF da direcção do Público. E dos recados de alguém do PS ao director do Sol avisando que ou paravam as notícias do caso Freeport ou seria inviabilizado o negócio com os investidores angolanos que permitiriam a continuidade do jornal.

 

Queriam que nada disto tivesse sucedido, não queriam?



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publicado por Sofia Rocha em 22 Set 2009, às 14:01

José Sócrates moveu uma guerra nada santa a Manuela Ferreira Leite. Acusou-a de querer “privatizar” a saúde, coisa que até ao momento seria inteiramente pública.

Assim Pelejávamos quando surgiu um dos cavaleiros do Apocalipse, a Gripe A.
Os nossos governantes dos últimos 14 anos juraram que o Serviço Nacional de Saúde abrangia todos os portugueses era célere e eficaz. Ainda assim, muitos portugueses resolveram contratar e pagar seguros de saúde. Pagam impostos que se destinam a viabilizar o SNS e assegurar que beneficiam dos cuidados de saúde, e pagam adicionalmente um seguro de saúde que lhes permita recorrer aos hospitais privados.
Perante a Gripe A, os portugueses questionaram-se se os custos desta estariam cobertos pelos seguros. Pergunto, sabem quantos portugueses têm estes seguros privados de saúde?
Dois milhões de portugueses.
Portugal não tem dois milhões de ricos, o que tem são dois milhões de pessoas que não acreditam que o SNS seja universal, célere e eficaz.
 
(Publicado no DE de hoje.)


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publicado por Maria João Marques em 22 Set 2009, às 13:53

Inspirada pelo 'caso das escutas', relembro que a asfixia democrática do governo Sócrates não é obra dos últimos anos da legislatura, depois de se terem acostumado ao poder e perdido alguma cerimónia e pudor no seu uso. Não. A tentativa de calar todas as vozes incómodas é intrínseca à forma de governação de Sócrates e sus muchachos. Refira-se, por exemplo, logo em início de legislatura, as pressões do governo sobre Jorge Sampaio para afastar o então procurador geral da república Souto de Moura antes do final do seu mandato, como vingança pelo envolvimento de socialistas no processo Casa Pia. Para Sócrates nunca foi demasiado cedo para começar.



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publicado por Miguel Morgado em 22 Set 2009, às 11:58 | jamés (1)

Dívida ao estrangeiro ultrapassa 100% do PIB nacional

 

A dívida externa do país já representa 101% do PIB. Ao mesmo tempo que o Estado e a banca devem mais, o país está a produzir menos. A economia portuguesa já deve mais ao exterior do que aquilo que é capaz de produzir num ano. De acordo com os dados do Banco de Portugal divulgados ontem, a dívida ao exterior ultrapassou em Março o valor do produto interno bruto (PIB) estimado pelo Governo para o conjunto de 2009.

---

 

Pensando melhor, esta é daquelas coisas que desde ontem deixaram de ser ameaçadoras. Não é nada que um bom jogo político não resolva instantaneamente. Alegremente caminhamos para a Argentina, mas isso já não interessa nada.

A crise em que o País está mergulhado também é uma conspiração. Para terminar só falta ser desmascarada por um bom jornal.



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publicado por Sofia Rocha em 22 Set 2009, às 11:54 | jamés (1)

Na questão das escutas, temos metade de Portugal a achar que o Presidente da República anda a ser escutado e vigiado pelo Governo, e a outra metade a achar que é tudo uma inventona e que o Presidente da República se quer vingar do Primeiro-Ministro.

A primeira possibilidade enunciada é de dificílima, senão improvável, prova. A menos que se encontrasse um microfone debaixo da cadeira do PR, a dúvida permaneceria.

A segunda também não seria fácil. Eis senão quando, em socorro da segunda tese, veio esta semana a lume a notícia do DN: O Presidente da República teria concebido uma maquinação de que o Público teria sido apenas o instrumento.

Em Portugal vota-se os Direitos de personalidade a um desprezo olímpico. Os direitos de personalidade estão consagrados na Constituição, no Código Civil, no Código Penal e no Código do Trabalho e são merecedores de ampla tutela desses ramos de direito. Aliás, no Código do Trabalho existem normas relativas à protecção da confidencialidade das mensagens eletrónicas e jurisprudência conexa da Comissão Nacional de Protecção de Dados. 

Todavia, entre nós, são sistematicamente violadas essa normas e a complacência generalizada perante essa violação parece inscrita no nosso ADN, no que só posso atribuir a uma prática de ditadura que nos assolou durante meio século.

Ora, o DN desejoso de tomar posição sobre as duas possibilidades iniciais e optando pela segunda possibilidade, a da inventona, tomou-a, usando para isso o recurso da divulgação de um mail.

Sabia de antemão que a divulgação de um mail não faria tremer os pilares da democracia, como sucederia em Inglaterra ou nos EUA, fê-lo sabendo da complacência generalizada que essa atitude mereceria.

A nossa fraca cultura democrática permite demasiados desmandos. Permite que,por exemplo,muitos empregadores obtenham, conservem e ameacem com a divulgação, os mails dos colaboradores. Esta acção do DN mostrou que a prática não só não é reprovável, como é altamente heróica e patriótica.

O que o DN fez foi dar um manto de respeitabilidade àquilo que temos de pior: alma de voyeur, para não lhe chamar coisa pior.

 



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publicado por Paulo Marcelo em 22 Set 2009, às 11:13 | jamés (7)

 

Mais do que episódios mal explicados das relações entre Belém e S. Bento, o que está em causa nestas eleições é avaliar quatro anos de governação. Nada melhor para isso do que avaliar os resultados, mesmo antes da chegada da crise. Se o fizermos, vemos que a economia portuguesa esteve anémica durante quatro anos, crescendo sempre abaixo da média europeia. O nível de vida desceu de 74.7% (2004) para 73.9% (2008). O défice externo subiu, no mesmo período, de 6.1% para 10.6%. E a dívida externa de 64% para uns alarmantes 100% actuais. Os indicadores sociais actuais são péssimos, com o desemprego a afectar meio milhão de pessoas e a pobreza e a criminalidade a subirem.


Apesar das condições favoráveis (maioria absoluta parlamentar e um Presidente cooperante)  os resultados mostram que este Governo não conseguiu fazer avançar o nosso País. Comparando com o que era há quatro anos, Portugal é hoje um país mais pobre, mais endividado e menos competitivo.

 

Não deixemos que  temas laterais nos desviem a atenção do essencial. O que está em causa nas próximas eleições é decidir se queremos ou não mais quatro anos do mesmo.



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publicado por Vasco Graça Moura em 22 Set 2009, às 09:30 | jamés (5)

No dia 27, os portugueses vão dizer se querem um primeiro-ministro completamente descredibilizado, marcado pelo labéu das pantominas sucessivas e da distorção consciente da realidade, inepto aos olhos de toda a gente para resolver os problemas do país e apenas capaz de aumentar a ignomínia do buraco tremendo que ele mesmo veio a escancarar ao longo destes anos.

 

Ou vão dizer se preferem uma primeira-ministra que faz uma regra de vida dos princípios democráticos, do rigor e da sensatez competente e que exprime desassombradamente em voz bem alta o que muita gente não tem a coragem de dizer, por temer represálias onde elas menos seriam de esperar.

 

Uma primeira-ministra que não condicionará a sua acção a pressões e muito menos a asfixias, não andará a manipular a comunicação social, não entrará pelos domínios da fantasia descabelada e das promessas estéreis, recusará os projectos megalómanos e suicidas, e saberá encontrar nas suas prioridades de lutar, por intervenções de proximidade sustentáveis, contra o desemprego e o seu agravamento.

Uma primeira-ministra que dá a garantia de se recusar a hipotecar o futuro e a comprometer os recursos da Segurança Social, ao contrário do que está a ser feito pelo actual Governo com as suas catadupas de benesses a torto e a direito, que só podem estar a ser pagas pela Segurança Social, uma vez que não têm suporte no orçamento de Estado e não há orçamento rectificativo.

Uma primeira-ministra que saberá concentrar-se no essencial, ao contrário do seu principal adversário cujos apaniguados instigam e remastigam histórias requentadas na comunicação social, tentando distrair a atenção dos portugueses e porque estão completamente desesperados com o rumo que as coisas levam.

Não se pode votar em quem não merece a mínima confiança e por isso não se pode votar em José Sócrates. Deve-se votar em quem tem mostrado que sabe o que faz, com independência, competência e categoria e por isso deve-se votar em Manuela Ferreira Leite.



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publicado por Nuno Gouveia em 22 Set 2009, às 08:00 | jamés (2)

O défice do Estado regista uma média diária próxima de 36 milhões de euros, o que significa que em cada hora que passa o buraco entre as receitas e as despesas é de 1,5 milhões de euros. O ritmo do défice aumentou este ano 153% face aos primeiros oito meses de 2008. No ano passado o saldo negativo do Estado registava 3,436 mil milhões, este ano já ascende a 8,712 mil milhões" (in Correio da Manhã).

O estado a que chegámos.

 

Post roubado ao Rui Crull Tabosa, no 31 da Armada



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publicado por Paulo Marcelo em 22 Set 2009, às 00:27 | jamés (5)


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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
publicado por Manuel Pinheiro em 21 Set 2009, às 23:03 | jamés (4)

O processo começou durante o cavaquismo, com crescimento económico forte, taxas efectivas progressivamente mais baixas no crédito à habitação e com umas mais ou menos bonificações. A expectativa de um país alinhado com uma certa ideia de Europa e prosperidade enraizou-se. Com Guterres, mesmo com a travagem do ritmo de convergência face à Europa, o euro criou condições de crédito favoráveis para as famílias e estas, sobretudo as jovens,  endividaram-se. A ideia era mais ou menos esta: comprar casa é caro, mas é um investimento, o meu rendimento hoje com os meus 25 ou 26 anos não é muito elevado, mas daqui a 5 ou 10 anos será muito mais alto, pelo que o sacrifício que se faz agora desaparece com o crescimento do rendimento disponível. Década e meia depois de socialismo quase ininterrupto sabemos onde estamos: não só o rendimento das famílias não subiu especialmente nos jovens como há um problema de empregabilidade e de qualidade, a vulga "precariedade". A geração recibo verde sabe isto melhor do que ninguém, a qualificação não garantiu nem rendimentos crescentes nem continuidade na empregabilidade. No meio de tudo isto, até admira a coragem dos números da natalidade, parte dela apenas possível por apoio dos pais e avós.

 

É sobretudo esta herança que vai a votos no Domingo, com a hipótese séria de uma mudança, que, com a modéstia necessária na política e nas suas possibilidades, possa dar o seu contributo para recolocar o país a crescer a níveis decentes.



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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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