Domingo, 26 de Julho de 2009
publicado por Maria João Marques em 26 Jul 2009, às 00:31

Numa assunção de que a promessa de 2005 (que a meio da campanha foi renomeada de objectivo, por inúmeras questões de como poderia um governo assegurar a recuperação de postos de trabalho sem recorrer à contratação pelo Estado) de recuperar 150.000 empregos - e sobre o estranho caso da criação líquida de emprego, ler o MIguel Botelho Moniz - correu mal, José Sócrates aponta agora para promessas-barra-objectivos mais modestos: promete "resolver situação dos 25 mil jovens desempregados se ganhar eleições". Modéstia ou sobranceria à parte, esta promessa tem tanto valor e eficácia como a dos 150.000 empregos de 2005. Não é para levar a sério. Poderiam (SE ganharem as eleições) criar uns dispendiosos planos de estágio para jovens desempregados sem acesso ao subsídio de desemprego (os que têm acesso aparentemente não preocupam Sócrates, revelando que o que o move agora é mostrar-se caridoso com quem tem falta de rendimentos e já não o desemprego propriamente dito, algo que também é toda uma alteração de programa face aos últimos quatro anos) ou ter outra ideia semelhante, que nada resolveria. Porque continua a escapar a Sócrates que a criação de emprego nunca se faz debaixo do guarda-chuva estatal, mas sim nas empresas e que estas, com impostos e contribuições altos, legislação laboral demasiado rígida, margens comerciais esmagadas ao longo dos últimos anos, baixa produtividade (e etc., nem referindo a contracção da procura interna e externa ocasionada pela crise internacional por ser conjuntural), não estão disponíveis para grandes aventuras na contratação de pessoal.

 

Outra promessa do PS referida na notícia linkada, o 'licenciamento zero', faz lembrar o SIMPLEX, o PRACE, o 'plano tecnológico' e outros chavões socialistas quase sem efeitos práticos. E á ainda menos para acreditar do que nestes. É que as licenças e licencinhas que em Portugal têm que se tirar para tudo e mais alguma coisa, inventadas pela administração central e pelas administrações locais, têm como primeiro objectivo o pagamento da respectiva taxa. Alguém acredita que o PS no governo iria prescindir de uma qualquer fonte de receitas, depois da voracidade com que nestes anos atacou o bolso dos contribuintes? Não, já ninguém acredita.


5 comentários:
De Hugo Mendes a 26 de Julho de 2009 às 19:54
«Outra promessa do PS referida na notícia linkada, o 'licenciamento zero', faz lembrar o SIMPLEX, o PRACE, o 'plano tecnológico' e outros chavões socialistas quase sem efeitos práticos.»

Será? Procure aqui: http://www.institutosacarneiro.pt/archive/doc/Indicadores_Julho.pdf

Indicador 14 - Tempo médio de constituição de empresas:
2004: 78 dias
2008: 6 dias (estimativa)

Bem gostava o PSD de ter conseguido isto.


De Maria João Marques a 26 de Julho de 2009 às 22:18
Caro Hugo, 6 dias?! Então mas não era empresa na hora?


De ana a 27 de Julho de 2009 às 09:33
Espera, primeiro não tinha efeitos práticos; depois, não é na hora. Não tem efeitos práticos porque não é na hora? Se não tem efeitos práticos ficou tudo na mesma, é isso?


De Maria João Marques a 27 de Julho de 2009 às 14:56
Ana, mas que falta de sentido de humor, isso não lhe faz bem, olhe as rugas... estava, como é óbvio, a gozar com o talento grande (e caso único) dos socialistas para uns nomes sonantes de 'reformas' que, depois, não dão em nada. Tente criar uma empresa que não seja uma coisa minúscula, chapa cinco e logo vê quantos dias demora.


De ana a 28 de Julho de 2009 às 00:33
ah, que chato, continuo sem sentido de humor!

"uns nomes sonantes de 'reformas' que, depois, não dão em nada. Tente criar uma empresa que não seja uma coisa minúscula, chapa cinco e logo vê quantos dias demora."

Diga-me, ficou tudo na mesma, é isso?


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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Realmente é o pais considerado como o pais do truq...
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