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Jamais

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22
Ago09

Portugal e o desequilíbrio entre direitos e deveres

Miguel Reis Cunha
Peço desculpa, mas este post está demasiadamente bom para que eu dele publique apenas uns quantos excertos...
 
"Actualmente um dos grandes problemas do país reside na existência de um desequilíbrio profundo entre direitos e deveres. Constata-se que esta é a principal causa da “neurose social” que assistimos nos últimos tempos. A extrema-esquerda portuguesa há mais de trinta anos que fala quase exclusivamente em direitos: são os direitos dos trabalhadores, os direitos dos desempregados, os direitos dos imigrantes, os direitos das minorias, o direito ao aborto, o direito ao divórcio, ao casamento homossexual, etc. Ao longo do tempo criou-se no inconsciente colectivo a ideia errada de que qualquer frustração do indivíduo se devia a um direito que não estava ainda conquistado, e a solução libertadora residia em reivindicá-lo.
Qualquer pai sabe que para uma formação saudável dos seus filhos terá que haver um equilíbrio entre direitos e deveres. No caso de serem sobrevalorizados os direitos (a satisfação dos desejos e dos impulsos primários) este fenómeno origina jovens insatisfeitos, imaturos, autocentrados e personalidades com características anti-sociais. Ora, na vivência em sociedade também é necessário que haja equilíbrio entre estes dois factores. Não obstante este aspecto, raramente se ouve na linguagem política o elogio do dever: o dever de valorizar o trabalho, ser justo, solidário, cumpridor, honesto, responsável, etc. Infelizmente estas são virtudes associadas politicamente à direita, a uma visão do mundo antiquada, ultrapassada e opressora do homem.
Em Portugal as consequências desastrosas do “culto dos direitos “ já se fazem sentir há muito tempo. Assim, deparamo-nos com uma camada social cada vez mais infantilizada, dependente de subsídios do Estado, incapaz de se bastar a si própria e de criar riqueza que possa ser partilhada com os outros. Aqueles que conseguem criar essa riqueza e que têm sucesso são erradamente vistos como os opressores; aqueles que subtraem os direitos do povo. Nada mais errado. Em vez de se incitar a ambição positiva e autonomia, fomenta-se a miséria e a regressão a um estado de dependência.
Torna-se urgente introduzir no discurso político a valorização dos deveres. É fundamental que haja coragem política para se explicar ao povo que a riqueza, a justiça, e o progresso não podem ser alcançados apenas com o esforço de alguns. Todos devem participar nesse projecto; todos temos a obrigação e o dever de lutar para que Portugal se torne num país mais rico e desenvolvido.
Importa denunciar o engodo inerente ao discurso demagógico dos “direitos” usado sistematicamente pela extrema-esquerda em Portugal. A história ensina-nos que sempre que esta alcançou o poder uma das primeiras medidas que tomou foi justamente subtrair a maior parte dos direitos que agora tanto apregoa. O principal de todos foi a liberdade."

 

 (Os destaques são meus)

O Inimputável

1 comentário

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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