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Jamais

Jamais

27
Ago09

Livrai-nos dos iluminados

Maria João Marques

Estou com o Rui Albuquerque. O meu medidor de perigo dá sempre um alerta violento perante políticos que sabem para onde a sociedade se deve dirigir, que sentem como obrigação motivar e dar confiança e resolver os problemas dos pobres coitados dos eleitores que sem a sua ajuda estão inevitavelmente destinados às tormentas, que prestimosamente nos oferecem uma pílula de optimismo perante as agruras da realidade, que envolvem essa realidade em filtros muito coloridos e apelativos - mas falsos - de forma a que os mui sensíveis eleitores tenham capacidade para a suportar, que nos pretendem inspirar; sobretudo, que têm uma ideia, uma visão do que deve ser o país.

 

Eu sou crescidinha, dispenso que me inspirem, que me motivem, que me dourem a realidade, que me guiem na direcção correcta do progresso e do futuro. Quero gente competente, sem devaneios sobre o seu esclarecimento superior, que não me hipoteque o futuro e o dos meus filhos. E isto não é pedir nada pouco.

2 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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