Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 27 Jul 2009, às 11:26

O André Couto respondeu ao meu texto sobre a vontade do Partido Socialista de oferecer a Palma Inácio altos cargos do Estado de uma forma impressionante.

 

Em primeiro lugar chamou-me ingrato. Coisa curiosa, porque eu no meu texto nem me pronunciei sobre a personalidade, apenas sobre as declarações de Almeida Santos. Em segundo lugar faz um autêntico panegírico, como se eu tivesse escrito algo em contrário (sensação ainda mais acentuada devido ao facto de não ter colocado ligações para o meu texto). Escreve ainda que eu não critico as permutas de lugares decorrentes da partidarização da máquina. Pois, caro André, isso não colhe porque já por duas vezes escrevi aqui neste blogue que uma das propostas que se tem de exigir ao PSD é que apresente uma proposta séria para que se promova a transparência e objectividade nas nomeações para cargos públicos. Consegue ainda, no título e no fim do texto, acusar-me de ser invejoso porque, segundo ele, o PSD nunca teve nenhuma figura que se destacasse da forma que Palma Inácio se destacou. A esta última acusação apenas posso responder ao André dizendo que não tenho inveja nenhuma porque, em primeiro lugar, esse tipo de património histórico não pertence aos partidos. Ao que sei, Palma Inácio não fez o que fez em nome de um qualquer Partido Socialista. Em segundo lugar, e como já escrevi, não pertenço a nenhum partido, por isso sentimentos desses não se me podem imputar. É simplesmente absurdo dizer que eu, apartidário, tenho inveja de um partido. Mas enfim, é o soundbyte e a eterna vontade de associar democratas liberais à sombra do fascismo (sim, porque parece que é a única forma com que o PS sabe fazer política neste momento).
 
Mais, o André Couto consegue escrever, e isto é que choca, que Palma Inácio «merecia ocupar as mais variadas funções através de nomeação». Que o André Couto e o Partido Socialista pensem que o Estado, as funções do Estado, servem para agraciar quem quer que seja, é com eles. Aliás, isto é demonstrativo de uma certa postura em relação aos cargos que todos pagamos com os nossos impostos e que deveriam ser ocupados por pessoas que fossem competentes para os exercer, independentemente do heroísmo de cada um. Curioso é, até, que o André Couto diga que poderia ocupar «as mais variadas funções», o que significa que o cargo nem interessa, o que interessa é que haja algum. Não, André, não é assim. Porque se tu e o Partido Socialista acham que os cargos da Administração Pública servem para honrarias, é com vocês. Mas tentem, só de vez em quando, lembrar-se que não são só vocês que os pagam. Ao contrário do que afirma Elisa Ferreira, o Estado não é do PS.


Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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