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Jamais

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31
Ago09

Orwell, o vidente

Tiago Moreira Ramalho

A excelentíssima ministra Maria de Lurdes Rodrigues afirmou publicamente que o seu ministro da Educação de Referência foi um ministro do Estado Novo. Isto por si só não tem mal nenhum. Confesso que não conheço a obra do escolhido por Salazar para a pasta e, calhando, até foi um ministro daqueles de trás da orelha. Aquilo que me leva a escrever este post é outra coisa: imaginem que Manuela Ferreira Leite afirmava publicamente que o seu ministro do-que-quer-que-seja de referência era um ministro do Estado Novo. Imaginem só o que o líder da esquerda moderna, democrática, moderada e respeitadora dos limites da liberdade – claro que sim! – iria dizer no comício que se seguisse à publicação das declarações.

Dizem de Orwell que descobriu tudo. Não sei, hesito. Mas uma coisa é certa: descreveu pormenorizadamente e com mestria inigualável a principal doença de alguns dos comentadores da nossa praça: o double-thinking.

6 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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