Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
publicado por Tiago Moreira Ramalho em 31 Ago 2009, às 20:24

A excelentíssima ministra Maria de Lurdes Rodrigues afirmou publicamente que o seu ministro da Educação de Referência foi um ministro do Estado Novo. Isto por si só não tem mal nenhum. Confesso que não conheço a obra do escolhido por Salazar para a pasta e, calhando, até foi um ministro daqueles de trás da orelha. Aquilo que me leva a escrever este post é outra coisa: imaginem que Manuela Ferreira Leite afirmava publicamente que o seu ministro do-que-quer-que-seja de referência era um ministro do Estado Novo. Imaginem só o que o líder da esquerda moderna, democrática, moderada e respeitadora dos limites da liberdade – claro que sim! – iria dizer no comício que se seguisse à publicação das declarações.

Dizem de Orwell que descobriu tudo. Não sei, hesito. Mas uma coisa é certa: descreveu pormenorizadamente e com mestria inigualável a principal doença de alguns dos comentadores da nossa praça: o double-thinking.

6 comentários:
De Manuel Leão a 1 de Setembro de 2009 às 16:34
Tiago Moreira Ramalho:

Na "mouche"!

Ora aqui está um bom "post": sucinto e com ironia q.b.

O PSD nem sabe quanto já deve a esta ministra!


De JB a 2 de Setembro de 2009 às 15:33
O autor do post confunde alhos com bugalhos. Uma ministra dizer que o seu ministro de referência é do tempo do Salazar nao é tao grave como o mesmo dito por um primeiro-ministro. É que ministro e primeiro-ministro sao cargos de natureza completamente diferente, e como tal nao têm os mesmos limites de "liberdade de expressao".


De Tiago Moreira Ramalho a 2 de Setembro de 2009 às 15:37
Essa foi difícil de desencantar. É que uma justificação dessas não lembra ao diabo!


De JB a 2 de Setembro de 2009 às 15:47
Muito pelo contrário. Antes de acabar de ler o post, já a tinha bem clara.


De Miguel Noronha a 2 de Setembro de 2009 às 16:30
Fantástico! A capacidade criativa dos socialistas não para de me suprêender. Pena que não a apliquem em tarefas produtivas.


De JB a 2 de Setembro de 2009 às 16:42
A minha capacidade criativa, que nao é de todo socialista, e que me orgulha muito, fica, ainda, bastante atrás da vossa que, sendo tao industriosa, peca por vos toldar o pensamento.


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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