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Jamais

Jamais

31
Ago09

Passo em Frente

Pedro Duarte

 

O Programa do PSD é diferente do habitual. Ali não se encontram pomposos chamamentos a desígnios quiméricos. Pelo contrário, aquele documento limita-se a convocar-nos para um conjunto de propostas concretas e exequíveis que, se os eleitores assim decidirem, mudará a face de Portugal.

Quando o rumo é translúcido e as ideias são consistentes, torna-se natural que as propostas sejam, com simplicidade, directas.

 

Deixo um exemplo. Os problemas na Educação estão diagnosticados. Quer falemos das falhas mais conjunturais (crispação e desmotivação dos principais agentes), mais estruturais (falta de exigência, degradação da qualidade, indisciplina) ou organizacionais (centralismo dirigista, ineficiência).
Ora, perante o diagnóstico, o Programa de Manuela Ferreira Leite apresenta, com pragmatismo e determinação, a receita: em primeiro lugar, criar um ambiente de pacificação que permita gerar dinâmicas de mudança (alteração do Estatuto da Carreira Docente, novo modelo de avaliação e recuperação do prestígio dos professores); em segundo lugar, apostar na qualidade do ensino, com exigência e rigor (novo estatuto do aluno, avaliação externa de escolas, diversificação de ofertas, acompanhamento precoce e personalizado dos casos de potencial insucesso); e, por último, alteração do paradigma organizacional, apostando na liberdade e responsabilidade das famílias e escolas (mais autonomia para as escolas, fim do “monstro burocrático” e novo papel essencialmente regulador e avaliador para o Ministério da Educação).
Com estas ideias – exequíveis e não ilusórias – criar-se-ão as condições essenciais para termos uma escola pública que qualifique as novas gerações, que fomente a criatividade e inovação e, não menos importante, que promova a igualdade de oportunidades. De resto, a exigência, o rigor, a qualidade e a diversificação de respostas serão, objectivamente, um factor de redução de assimetrias, provando assim – também nesta área - a forte componente social desta agenda de mudança.
Como este, outros exemplos poderiam ser enunciados para enfatizar esta evidência. Não é pela retórica que o PSD se propõe convencer os portugueses. É pela vontade de mudança, pela seriedade das propostas, pela credibilidade dos protagonistas e pelo sonho de – todos - construirmos um País melhor.
Queira reflectir, caro (e)leitor, na imensa distância que separa estas propostas realistas, mas arrojadas, do “mais do mesmo” que o PS tem para apresentar.
Publicado, hoje, no Diário Económico.

 

 

2 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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