Das novas tecnologias ao deslumbramento tecnológico
Respondendo à pergunta do João Galamba, recordo um facto muito simples. Foi num governo PSD, sendo primeiro-ministro Durão Barroso, que se criou a UMIC - Unidade de Missão Inovação e Conhecimento, numa clara aposta em colocar as novas tecnologias ao seviço dos cidadãos e de uma melhor administração pública. Com Diogo Vasconcelos foram lançadas uma série de iniciativas inovadoras de governo electrónico, algumas das quais continuadas pela actual Agência UMIC. Por isso, o PSD não recebe lições do PS nesta matéria.
Mas, como aqui e aqui explicou o Rodrigo Adão da Fonseca, os erros socialistas neste campo são os habituais. Por um lado, pensar que deve ser o Estado, e não as empresas em livre concorrência, a comandar todo o investimento em novas tecnologias. Em segundo lugar, o mais grave: usar as novas tecnologias como arma de propaganda política, como aconteceu com a distribuição apressada e (quase) gratuita de computadores Magalhães. Alguns, lá pelos lados de Gondomar, distribuem microondas e televisões aos idosos. Outros computadores portáteis às criancinhas. O princípio subjacente continua, na minha opinião, a não ser correcto. O terceiro erro é pensar que é os problemas estruturais, que conduzem à falta de competitividade do país, se resolvem com soluções mágicas de software ou hardware instantâneos, misturadas com muito "fazismo" e propaganda. Infelizmente não é assim, como depressa vamos descobrir, quando a poeira assentar.
