Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
publicado por João Caetano Dias em 04 Set 2009, às 16:01

Joaquim Vieira: "o maior atentado à liberdade de expressão desde o 25 de Abril".

 

Miguel Cabrita: “O que move o PSD não é a defesa da pluralidade, da igualdade e da democracia; o que preocupou o Governo foi agir no sentido de silenciar, e depressa, alguém que de repente se transformara num potencial incómodo.”

Arons de Carvalho: “este episódio, indigno de um país europeu, não constitui uma insólita excepção à regra, já que parece claro que o primeiro-ministro optou por esconder as insuficiências da governação sob o tapete da propaganda”.

João Proenca: “Estamos perante um ataque dos poderes político e económico à liberdade de expressão. Penso que o Presidente da República deverá intervir, porque está em causa um dos pilares fundamentais do Estado democrático”

Vicente Jorge Silva: “As regras elementares de equidade e civilidade democrática que deveriam inspirar o funcionamento do parlamento são sistematicamente torpedeadas, sempre que a maioria não tem previamente assegurado um desfecho favorável às suas posições (ou receia vê-las postas em causa). Não lhe basta ser maioria. Tem de silenciar as vozes dissonantes com o coro acrítico de rebanho dócil pelo qual afina. Mesmo quando essas vozes, como é o caso de Marcelo, provêm do seu próprio campo (ou precisamente por causa disso…).”

Luis Nazaré: “Os episódios censórios dos últimos dois dias relembram-nos os piores tempos da nossa história recente. Desde o gonçalvismo que não havia memória de um intervencionismo tão descarado como aquele que a trupe do primeiro-ministro vem introduzindo na Comunicação Social. Marcelo é a última vítima, a TVI e o seu presidente os agentes classificados. Estejamos preparados para o que ainda está para vir, já que a desvergonha não conhece limites.”

Aníbal Cavaco Silva: “Se o seu afastamento configura uma forma de censura, ainda que encapotada, uma limitação à liberdade de opinião, própria de uma democracia pluralista, então estamos perante um caso muito grave”

Miguel Vale de Almeida: “O que aconteceu hoje foi censura: não aquela que é quotidianamente praticada nas famílias, nas escolas, pelos interesses económicos, pelo lobby da ICAR e tantos outros. Não. Desta feita é da mais grave e inadmissível: a do Estado, mesmo que sob a capa de pura pressão ou influência. … Isto já só vai lá com rua. Com muita gente na rua.”

Rogério da Costa Pereira: “É, da mesma forma, seguro dizer que por causa deste (des)caminho, de que o caso Marcelo foi o exemplo mais gritante, é premente tomar uma atitude. Essa atitude só pode ser tomada por Jorge Sampaio e só pode apontar num sentido: a marcação de eleições antecipadas.”

Augusto Santos Silva:  « [O PS avançará] em sede parlamentar, com todas as iniciativas necessárias e oportunas para esclarecer cabalmente este processo, que cada vez mais se configura como um processo de grande envergadura, de condicionamento económico e político da liberdade de expressão em Portugal»

José Sócrates: “As críticas de membros do Governo aos comentários políticos de Marcelo Rebelo de Sousa e as eventuais interferências do executivo na saída desse comentador proporcionaram um espectáculo de enorme balbúrdia. Em seis anos que estive nos governos de António Guterres, nunca aconteceu uma coisa destas. Isto que se passou com o actual Governo foi mau demais”.

José Sócrates (2): "Houve uma queixa do Governo que levou ao silêncio de um comentador, uma acção do Governo para reprimir uma livre crítica. Não me lembro de um episódio tão triste e que envergonhe tanto a democracia”.

(também em blasfemias.net)


5 comentários:
De jpt a 4 de Setembro de 2009 às 17:56
Excelente post


De Daniela Major a 4 de Setembro de 2009 às 18:09
Ah...a coerência!!


De zazie a 4 de Setembro de 2009 às 19:32
Apaguem esse disparate da mistura do Afixe com o resto que se torna caricato.


De RCP a 4 de Setembro de 2009 às 19:53
O Rogério é um simplex.


De Filipe Mergulhão a 5 de Setembro de 2009 às 15:18
Brilhante! Mostra bem a dualidade de critérios das cabeças pensantes da nossa praça ao avaliarem os dois episódios!


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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.
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