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Jamais

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05
Set09

Sócrates vítima dos seus próprios erros

Paulo Marcelo

 

A suspensão do “jornal nacional” da TVI é uma bomba a três semanas das eleições. Por mais teorias que se façam, é difícil saber ao certo se este acto de censura teve origem no Governo. Ou em algum "telefonema" socialista, falado em português ou em espanhol. Sim, convém não esquecer que o PSOE é próximo do grupo Prisa, que controla a TVI.

Mas Sócrates pôs-se a jeito e acaba por ser vítima dos seus próprios erros.

O primeiro foi ter atacado abertamente o telejornal de Manuela Moura Guedes. Descendo do seu pedestal de Primeiro-Ministro, falou de “campanhas negras” e de “jornalismo travestido”, desferindo o mais violento ataque à imprensa de que há memória na nossa democracia. Como se isso não chegasse, colocou vários processos contra jornalistas em tribunal. 
O segundo erro é mais fundo. Ao longo de quatro anos, o Governo habituou-se a influenciar (em alguns casos a intervir) nas empresas, tanto públicas como privadas. Esta “promiscuidade” com certos grupos económicos tornou-se tão evidente, numa economia pequena e em crise, que é habitual ouvirmos os empresários dizer que nenhum negócio relevante se faz em Portugal sem a “benção” do poder político.
É neste ambiente "asfixiante", que ele próprio ajudou a criar, que Sócrates será avaliado nas próximas eleições.

9 comentários

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Jamais - Advérbio. Nunca mais, outra vez não, epá eles querem voltar. Interjeição muito usada por um povo de dez milhões de habitantes de um certo cantinho europeu, orgulhoso do passado mas apreensivo com o futuro, hospitaleiro mas sem paciência para ser enganado, solidário mas sobrecarregado de impostos, com vontade de trabalhar e meio milhão de desempregados, empreendedor apesar do Estado que lhe leva metade da riqueza, face à perspectiva terrível de mais quatro anos de desgoverno socialista. Pronuncia-se à francesa, acompanhado ou não do vernáculo manguito.

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